D. José Alves sustenta que iniciativa deixou de lado «grandes manifestações públicas»

Évora, 24 nov 2013 (Ecclesia) – D. José Alves, arcebispo de Évora, publicou uma nota pelo encerramento do Ano da Fé, na qual destaca que “desde o primeiro momento” acolheram esta iniciativa “com alegria e com entusiasmo”, a partir das paróquias.

“Os organismos responsáveis pela pastoral concentraram as suas atenções no aprofundamento, na vivência e no testemunho da fé, tanto nas comunidades paroquiais como nos movimentos e obras de apostolado”, destaca D. José Alves, no documento enviado à Agência ECCLESIA.

O arcebispo analisa a vivência na Arquidiocese de Évora deste ano, convocado pelo Papa emérito Bento XVI e encerrado pelo Papa Francisco, e para além de enumerar iniciativas e números de adesão revela que “não houve grandes manifestações públicas” porque os tempos parecem “mais propícios para os contactos personalizados”, para o testemunho de vida e para o “aprofundamento da fé no interior da comunidade, do pequeno grupo, da família”.

Em concreto com as atividades organizadas pretendiam que em cada comunidade se desencadeassem ações de evangelização, nos espaços públicos e noutros lugares, “onde se pudesse ir ao encontro das pessoas com o mesmo espírito que animava os primeiros cristãos”, informa o D José Alves.

“Só Deus conhece os verdadeiros efeitos de tudo quanto se fez e continua a fazer para que os batizados tomem consciência do valor espiritual da fé”, assinala o prelado, que confidencia que no atual “mar de indiferença” em surgem coisas maravilhosas e de vez em quando aparecem pessoas que surpreendem “agradavelmente pelo claro testemunho de fé que irradia das suas vidas”.

O responsável recorda que o tema do plano pastoral deste ano – ‘Iluminado pelo Espírito arrisca a experiência da fé’ – é um desafio para cada cristão e que no ano passado foi “professar a fé no coração do mundo” que foram “concebidos a partir da temática da fé”.

Para o encerramento do Ano da Fé, na Solenidade de Cristo Rei e final do ano litúrgico, a Arquidiocese de Évora não propôs “atos coletivos que impliquem grandes deslocações” mas o bispo relembra que cada comunidade paroquial deve ter presentes três dimensões: “Ação de graças por este dom que Deus concedeu à Igreja; profissão convicta da fé batismal; compromisso de prosseguir no testemunho da fé com palavra evangelizadora e com vida coerente”.

Às paróquias, o bispo diocesano propõe que no rito penitencial da missa deste domingo se evoque a fé batismal com a aspersão de água benta sobre a assembleia, e, após a homilia, se faça a profissão de fé, usando a fórmula batismal que provem das comunidades primitivas.

Em Évora, D. José Alves vai presidir hoje a uma missa na Sé, às 17h00, com a instituição de três candidatos ao presbiterado no ministério de leitor.

CB/OC

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