Pastoral da Saúde da arquidiocese está “preocupada” com a qualidade de vida dos doentes

FOTO:: Agência ECCLESIA/CB

Évora, 26 nov 2022 (Ecclesia) – O Arcebispo de Évora disse que a pastoral da saúde arquidiocesana se preocupa “com a qualidade de vida” e também “com o compromisso” que as comunidades cristãs devem assumir “quando os doentes”, em situação domiciliária, “necessitam de apoio”.

“É muito importante descobrirmos esta vertente que a capacidade médica, enquanto ciência, pode proporcionar ao doente nas suas diversas fases, não apenas na fase terminal, mas na evolução da sua saúde”, disse D. Francisco Senra Coelho à Agência ECCLESIA nas Jornadas da Pastoral da Saúde da Arquidiocese de Évora, que estão a realizar-se este sábado naquela cidade, e que têm como tema «Cuidados Paliativos e Espiritualidade».

O Arcebispo de Évora sublinhou que, “às vezes, as pessoas confundem cuidados paliativos com uma espécie de ajuda à morte”, porém “é um serviço à vida com um sentido de acompanhamento”.

“A Pastoral da Saúde pode e deve acompanhar a família na amplitude espiritual” por isso “é necessário sensibilizar para este tema as equipas de visitadores de doentes”, afirmou.

“Esta missão, ao nível dos cuidados paliativos, não se improvisa”, reforçou D. Francisco Senra Coelho.

Para o padre Manuel Vieira, assistente da Pastoral da Saúde da Arquidiocese de Évora, a escolha do tema da jornada esteve relacionada com “uma perceção de que os cuidados paliativos são, por um lado, uma necessidade evidente naquilo que são os cuidados de saúde, e por outro lado, uma necessidade de sensibilizar a comunidade para a existência dos cuidados paliativos”.

Com estas iniciativas, a Pastoral da Saúde pretende dar “ferramentas e formação” para esta área.

O assistente espiritual na Casa de Saúde do Telhal, Fernando d´ Oliveira, realça que quando a pessoa adoece “não é apenas o corpo, mas também o sentido e as referências mais importantes para a felicidade”.

“A espiritualidade vai ao encontro desta busca de felicidade mesmo na circunstância da doença”, frisou Fernando d´ Oliveira.

Em Portugal “faz falta uma preparação académica mais estruturada” nesta área porque “não se pode estar a trabalhar apenas com o senso comum”.

A “escassez de recursos” nesta área “é evidente” numa população “cada vez mais idosa”, completou a coordenadora da equipa intra-hospitalar de cuidados paliativos, Vera Sarmento.

CB/LFS

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