Vida Consagrada: Oito jovens timorenses tomam o hábito nas Clarissas de Monte Real

Celebração está marcada para 7 de abril com a presença de D. José Ornelas

Foto: Diocese de Leiria-Fátima

Leiria – Fátima, 30 mar 2024 (Ecclesia) – Oito jovens vão “tomar o hábito” no Mosteiro das Irmãs Clarissas de Monte Real, em Leiria – Fátima, no dia 7 de abril, com a presidência de D. José Ornelas, bispo de Leiria – Fátima.

“Oito jovens, Hergília, Carmelita, Fátima, Floriana, Josefina, Pedronela, Santina e Vitorina, estão dispostas a entregar tudo a Deus e a iniciar uma vida diferente. Poderiam usufruir junto das suas famílias, o que qualquer pessoa pode usufruir, mas optaram por Cristo e consagraram-se a Deus numa vida simples, pobre, humilde, doada em fraternidade, por amor a Deus e benefício dos irmãos”, indica um comunicado da diocese de Leiria-Fátima enviado à Agência ECCLESIA.

O comunicado recorda a singularidade que levou cada uma das jovens a perceber o seu caminho, com a vocação a surgir em “situações e tempos diferentes”, partilhando todas, no entanto, a nacionalidade timorense.

As oito jovens viveram uma “experiência vocacional promovida pelas Irmãs Clarissas do Mosteiro de Maliana, Timor-Leste” e após este tempo, regressaram às suas terras e famílias.

“Assimilando paulatinamente o espírito e carisma da Ordem de Santa Clara” e sentindo que “esta podia ser uma proposta de Deus para as suas vidas”, as oito jovens “percorreram dois anos como aspirantes, no Mosteiro de Timor”, tendo-se seguido “mais dois anos de postulantado em Monte Real, Portugal”.

Hergília traduz a “nova identidade” ao fazer parte da Ordem de Santa Clara e a alegria pela “vida simples e fraterna” em comunidade.

“Tomar hábito é poder pertencer à comunidade das Irmãs Clarissas que têm este carisma especial da Adoração ao Santíssimo. É seguir Jesus em pobreza, simplicidade, alegria e total entrega ao projeto de Deus para a minha vida”, reconhece Josefina, em declarações recolhidas pela diocese.

Percorrer “com fé, perseverança e alegria na vivência do Evangelho” é o desejo de Carmelita e Vitorina elege o caminho de “realização da missão” que afirma Deus lhe confia, e o desejo de se tornar “espelho da misericórdia de Deus para o mundo”.

A jovem Floriana indica que a tomada de hábito significa “iniciar um caminho de aproximação a Jesus vivendo da sua Palavra com amor e alegria”.

“Revestir-me de Cristo vivendo na pobreza, simplicidade e humildade de Jesus. O hábito é castanho como a terra e tem a forma de cruz, como identificação com Aquele que me chamou a segui-Lo”, destaca ainda Fátima.

A jovem Santina assinala que vestir o hábito assinala exteriormente a entrega da sua “vida inteira ao Senhor”: “Quero avançar no caminho que Jesus me propõe, vivendo no seu amor, numa comunidade que vive o Evangelho através dos conselhos evangélicos de pobreza, obediência e castidade”.

“Para mim, o Noviciado será uma resposta ao amor que sinto que Deus me tem, e ao qual quero responder com todo o meu coração. Acredito, pela experiência de discernimento que tenho vindo a fazer, que não será fácil, mas também sei que o amor tudo pode. Por isso, quero que a minha resposta seja, como a de Nossa Senhora, um sim humilde e diário”, destaca ainda a jovem Pedronela.

A cerimónia vai ter lugar no Mosteiro de Santa Clara e do Santíssimo Sacramento de Monte Real, na diocese de Leiria – Fátima.

LS

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