Vida Consagrada: Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena realizam encontro internacional em Angola
Lisboa, 01 jul 2026 (Ecclesia) – A Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena vai realizar, de 19 a 26 deste mês, em Luanda (Angola) o VI encontro internacional subordinado ao tema «Semeadoras de Esperança que transforma».
Este encontro vai reunir irmãs de diferentes países e culturas, “fortalecendo a unidade congregacional e renovando o compromisso comum de testemunhar a esperança que edifica e transforma vidas”, realça uma nota enviada à Agência ECCLESIA.
LFS
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História da Congregação Esta Congregação surgiu em Portugal numa época caracterizada pelo descontentamento da população face aos diversos acontecimentos iniciados na primeira metade do século XIX, como as lutas liberais e a extinção das ordens religiosas em 1834 e, mais tarde em 1862, com a expulsão das Irmãs da Caridade Francesas, que levaram a uma crise profunda na Igreja. A Jovem Teresa de Saldanha, tinha um grande desejo de se consagrar a Jesus na vida religiosa. Devido à situação do país e impossibilitada de ir para o estrangeiro pela posição política e social da sua família, não ficou de braços cruzados. Movida pela situação das crianças pobres “os pezinhos descalços” e as mulheres exploradas, sem acesso à educação, fundou, uma Congregação portuguesa de Irmãs Dominicanas, vocacionada para a educação de crianças pobres e ricas, para o auxílio de doentes,… para a prática de todas as obras de misericórdia. A escolha da Ordem de S. Domingos para enxertar a sua Congregação, advém-lhe da sua tradição familiar e por ter sido formada na escola espiritual dos dominicanos irlandeses do Convento do Corpo Santo. Depois de muito tempo de oração, reflexão, aconselhamento, o sonho da fundação deu os primeiros passos, a 7 de novembro de 1866, ao enviar as duas primeiras vocacionadas, Harriet Martin (inglesa a viver em Lisboa) e Maria José de Barros e Castro (portuguesa), para um Convento de Monjas Dominicanas, onde fizeram a sua formação religiosa. Em 25 de fevereiro de 1868, fizeram a Profissão Religiosa. Depois estagiaram em casas de assistência e hospitais das Irmãs da Caridade, naquele território. Quando regressaram a Portugal, em 13 de novembro do mesmo ano, as então irmãs Maria Madalena e Maria José, constituíram a primeira Casa da Congregação, situada nas Portas da Cruz, Bairro de Alfama, em Lisboa. Foi assim que Teresa fundou, em sigilo, a Congregação Portuguesa das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, dedicada à contemplação-oração, vida fraterna em comunidade, estudo e missão. Em 1871 foi aberto nessa casa o Noviciado onde se formaram várias jovens portuguesas, mas também de outros países, inclusive irlandesas. A primeira mestra de noviças foi a Madre Maria Inês Champalimaud Duff. A Congregação foi crescendo e espalhada pelo país. Em 1877, adquiriu em hasta pública o palácio e a quinta de S. Domingos de Benfica, onde passou a residir e a orientar a congregação e onde fixou a Casa Mãe e o Noviciado. Foi igualmente em 1877 que abriu o primeiro asilo para invisuais na sede da Associação de Nossa Senhora dos Aflitos, Convento dos Cardais, em Lisboa. No ano seguinte, Teresa conseguiu licença do Governo para ocupar alguns antigos conventos de Dominicanas Contemplativas em extinção, onde abriu escolas gratuitas para crianças pobres, dispensários e asilos, entre outros. |

