Porto: «Obra da Rua» assinala 70 anos da morte do «Pai Américo»
Porto, 08 jul 2026 (Ecclesia) – A Obra da Rua e a Postulação da Causa de Canonização do Venerável Padre Américo estão a organizar um programa religioso para assinalar o 70.º aniversário da morte do “Pai Américo”, nos dias 14 e 16 de julho.
“As celebrações vão decorrer nos próximos dias 14 e 16 de julho, divididas entre o concelho de Valongo e a cidade do Porto, locais profundamente ligados à história e ao legado do sacerdote”, pode ler-se na nota enviada ao Correio de Coimbra.
Nascido em Galegos (Penafiel) a 23 de outubro de 1887, o Padre Américo faleceu a 16 de julho de 1956, no Porto, deixando uma marca indelével na assistência social em Portugal através da fundação das Casas do Gaiato e da defesa dos rapazes desfavorecidos.
O programa inicia na terça-feira, dia 14 de julho, em Campo, Valongo, com um momento de acolhimento e oração marcado, pelas 17h00, junto às “Alminhas Padre Américo”.
“Pelas 18h00, a Igreja Paroquial de São Martinho de Campo acolhe a celebração da Eucaristia, que vai ser presidida pelo padre João Pedro Bizarro, pároco local e postulador da causa de canonização do Venerável Padre Américo”, informa.
No dia 16 de julho, dia de Nossa Senhora do Carmo e data exata do aniversário do falecimento do fundador da Obra da Rua, pelas 11h00, o bispo auxiliar do Porto, D. Roberto Mariz, preside a uma Eucaristia no Hospital de Santo António, no Porto, prestando homenagem no local onde o “Pai Américo” partiu há precisamente 70 anos.
Américo Monteiro de Aguiar nasceu em Penafiel, a 23 de outubro de 1887. Entrou no Seminário Maior de Coimbra a 03 de outubro de 1925, ficou conhecido como Padre Américo, instituiu a Obra da Rua em janeiro de 1940, com a fundação da primeira Casa do Gaiato.
Uma das figuras mais conhecidas da Igreja Católica em Portugal dedicou a sua vida aos mais pobres, especialmente os jovens em risco, acolhidos nas Casas do Gaiato, e aos doentes incuráveis.
A 12 de dezembro de 2019, o Papa Francisco aprovou a publicação do decreto que reconhece as “virtudes heróicas” do Padre Américo, um passo central no processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, penúltima etapa para a declaração da santidade.
LFS

