Lisboa: Rio Tejo é cenário da peregrinação fluvial ao Santuário de Nossa Senhora da Atalaia
Lisboa, 18 mai 2026 (Ecclesia) – O Rio Tejo volta a ser cenário, no dia 13 de junho, de uma das “mais antigas manifestações de fé ligadas à história marítima portuguesa: a Peregrinação Fluvial ao Santuário de Nossa Senhora da Atalaia, no Montijo”.
Com origens que remontam ao século XVI, em plena época dos Descobrimentos, esta tradição nasceu “quando o Tejo era a grande porta de saída das naus portuguesas rumo ao desconhecido”.
Foi neste contexto de expansão marítima e fervor religioso que o culto a Nossa Senhora da Atalaia ganhou “especial relevância, sob a proteção e o patrocínio do rei D. Manuel I”, refere uma nota enviada à Agência ECCLESIA.
O Círio de Oeiras – Peregrinação Fluvial à Atalaia surge precisamente nesse espírito: comunidades ribeirinhas que, antes de partir para o mar, confiavam a sua vida e destino à proteção da Virgem.
Ao longo de mais de cinco séculos, gerações de pescadores, marinheiros e famílias mantiveram viva esta promessa de fé.
A peregrinação do Círio Fluvial de Oeiras estava inicialmente marcada para realizar-se no dia 16 de maio, no entanto, devido a “condições meteorológicas muito adversas, nomeadamente fortes rajadas de vento e mar agitado”, a Paróquia de Oeiras anunciou o adiamento da iniciativa.
“Esta situação representa um aumento significativo dos riscos de segurança e provoca a projeção de água para o interior das embarcações, tornando a viagem muito desconfortável para os peregrinos”, pode ler-se numa nota divulgada na rede social Facebook.
As inscrições já realizadas mantêm-se válidas para a nova data e, caso não seja possível comparecer no novo dia, a Paróquia de Oeiras pede que os já inscritos comuniquem à organização até ao dia 24 de maio, através do endereço de correio eletrónico [email protected] ou diretamente na paróquia onde foi efetuada a inscrição.
No dia 13 de junho, dezenas de embarcações tradicionais à vela – herdeiras diretas das antigas embarcações do estuário – voltarão a navegar em procissão pelas águas do Tejo, evocando a memória das naus quinhentistas que dali partiram para escrever a História.
“Quando as velas se erguem no Tejo, não é apenas um gesto simbólico. É a memória dos nossos antepassados que regressa às águas, é a fé que sustentou os navegadores portugueses que volta a ganhar vida”, afirma padre Sérgio Mendes, pároco da Igreja Matriz de Oeiras, em representação da comissão organizadora.
A chegada das embarcações ao Montijo será marcada por receção solene, procissão e celebração religiosa no Santuário, num momento que une espiritualidade, património e identidade nacional.
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