Igreja/Saúde: António Gentil Martins distinguido com o Prémio «Dignitas Personae 2026»
Lisboa, 03 nov 2026 (Ecclesia) – A Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) vai atribuir o Prémio «Dignitas Personae 2026» ao médico António Gentil Martins, associado da associação nacional fundada em 1915, como reconhecimento do seu “percurso profissional e humano e do testemunho de vida que representa no exercício da medicina”.
A homenagem terá lugar no encontro nacional da AMCP, dia 21 de novembro, no auditório do Hospital CUF Descobertas (Parque das Nações), em Lisboa.
“A escolha do Professor Doutor António Gentil Martins constitui um reconhecimento do seu percurso e dos valores que dão sentido ao exercício da medicina, à responsabilidade perante os outros e à defesa da dignidade da pessoa humana”, sublinha a presidente da Direção nacional da AMCP, Margarida Neto.
Com o tema “«Vai e faz o mesmo» – O que diz o Bom Samaritano aos médicos de hoje?”, o encontro propõe uma reflexão sobre os desafios éticos e humanos da prática médica contemporânea, à luz do exemplo do Bom Samaritano.
O Prémio Dignitas Personae foi instituído pela Associação dos Médicos Católicos Portugueses com o propósito de distinguir pessoas ou instituições cujo percurso e testemunho se destaquem pela “promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, em consonância com os valores que orientam a missão da associação”.
Esta é a terceira edição do prémio.
Na primeira edição, em 2021, a AMCP distinguiu a Federação Portuguesa pela Vida. Na segunda, em 2024, a distinção foi atribuída ao médico António Sarmento.
Em 2026, a escolha recai sobre o médico António Gentil Martins, associado da AMCP, cujo percurso constitui motivo de reconhecimento para a comunidade médica católica.
Ao receber a notícia de que seria o homenageado deste ano, o médico António Gentil Martins manifestou surpresa e gratidão.
“Esta enorme honra, que sinceramente nunca esperei, faz-me pensar que muitos outros haverá que bem poderiam merecer o prémio que agora me é concedido e que, no fundo, tem como objetivo realçar o valor de uma vida digna, o que certamente não é fácil, já que, mais ou menos erros, todos cometemos”.
Ao recordar os exemplos de vida que marcaram o seu percurso, destacou a influência dos pais e a importância da família.
“Sempre procurei seguir o exemplo do meu pai, falecido por acidente, quando eu ainda nem três meses tinha, pois uma mãe excecional transmitiu-me o seu exemplo. Depois casei com o amor da minha vida e tenho remorsos do que a fiz aguentar para educar os nossos oito filhos, sobretudo na infância, após a revolução de 25 de Abril de 1974 e quando tentaram destruir a Ordem dos Médicos”.
A entrega do Prémio Dignitas Personae decorrerá na sessão solene de encerramento do Encontro Nacional da AMCP, no dia 21 de novembro, às 17h15, no Auditório do Hospital CUF Descobertas, em Lisboa.
LFS

