Coimbra: Diácono Ruben Cunha vai ser ordenado padre na Sé Nova

Coimbra, 22 jun 2026 (Ecclesia) – O diácono Ruben Cunha vai ser ordenado sacerdote, dia 28 de junho, pelas 16h00, na Sé Nova de Coimbra, um momento “de confirmação do caminho percorrido”.

Natural da Mealhada e a estagiar desde outubro em Tábua, Ruben Cunha terminou, recentemente, o seu retiro espiritual de preparação, uma paragem que define como tempo crucial de discernimento e de “confirmação do caminho” percorrido.

“Por vezes as pessoas não querem que lhes digamos alguma coisa, as pessoas querem é alguém que as escute. Mais do que ter de dizer alguma coisa é pensar um pouco nisso, não tentarmos atropelar ali a comunicação. Escutar”, disse em entrevista ao Correio de Coimbra.

Numa altura em que a Igreja reflete sobre a sinodalidade e o desafio de escutar as comunidades, o futuro padre encara a missão recusando fórmulas prontas, a “prioridade do sacerdote de hoje deve ser a capacidade de se fazer presente na vida das pessoas através de uma postura de acolhimento genuíno”.

Como assistente do Secretariado das Comunicações Sociais da diocese, o diácono Ruben Cunha acompanha de perto as dinâmicas digitais e a atual reflexão da Igreja sobre as novas tecnologias, incluindo a Inteligência Artificial, mas defende uma fronteira muito clara entre a utilidade técnica das ferramentas online e o coração da missão de sacerdote.

“A presença real é imprescindível, sempre, nas comunidades e no serviço de um padre essa parte pessoal é fundamental, até porque os sacramentos são celebrados pessoalmente. Não se pode celebrar sacramentos pela internet ou online”, refere.

O futuro sacerdote confessa que, embora use a tecnologia para “fins de comunicação prática ou trabalhos gráficos”, mantém a preparação das suas homilias protegida de automatismos ou algoritmos, preferindo focar-se na “realidade concreta de quem o escuta e na escuta do próprio Espírito Santo”.

Um dos momentos mais aguardados e carregados de simbolismo na liturgia da ordenação é o rito da prostração, no qual o candidato se deita totalmente no chão em sinal de humildade, despojamento e entrega total a Deus e à Igreja, a que Ruben Cunha aponta para uma “atitude de inteira disponibilidade face às necessidades da diocese”.

“Não consigo dizer que “vou ser assim” ou “de tal forma”… Aquilo para que eu quero estar preparado é para poder deixar-me levar pelo Espírito Santo, ver o que é que as comunidades realmente precisam e ir orientando assim o meu serviço”, explica.

LFS

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