Braga: Arquidiocese celebra dedicação do novo Santuário Eucarístico de Balasar
Trasladação dos restos mortais da Beata Alexandrina, dedicação da igreja e do altar marcam celebrações

Braga, 28 set 2026 (Ecclesia) – A Arquidiocese de Braga vai celebrar a dedicação da igreja e do altar do novo Santuário Eucarístico de Balasar, e a trasladação dos restos mortais da Beata Alexandrina, nos dias 10 e 11 de outubro.
O programa oficial começa com a trasladação dos restos mortais de Alexandrina Maria da Costa (1904–1955), numa cerimónia presidida pelo arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, no sábado dia 10 de outubro, às 10h00.
A dedicação da igreja e do respetivo altar do novo Santuário Eucarístico de Balasar realiza-se no dia seguinte, na tarde de domingo, a partir das 16h00, com a presidência do núncio apostólico em Portugal, o representante do Papa, D. Andrés Carrascosa Coso.
O novo complexo religioso foi desenhado pelo Centro Ave Arte, instalado em Florença, articulando arquitetura e liturgia num espaço que assume a forma simbólica de uma grande “tenda” bíblica.
O reitor do Santuário Eucarístico de Balasar assumiu a intenção de desenvolver uma proposta pastoral contínua, justificando que a missão “não é construir um edifício, é construir a Igreja viva”, em conferência de imprensa, no dia 15 de setembro.

Segundo monsenhor Manuel Casado Neiva o investimento financeiro na ordem dos 14 milhões de euros permitiu a edificação de um templo com capacidade para cerca de 1800 pessoas sentadas.
A linguagem artística integra o bronze e pedras calcárias provenientes da região de Fátima, destacando elementos fundamentais da espiritualidade da homenageada através da centralidade do sacrário e da cruz.
O arcebispo primaz explicou que a infraestrutura exige uma comunidade capaz de amparar quem sofre, ambicionando que o visitante “possa encontrar esta porta aberta e também encontrar alguém com tempo para escutar”, na conferência de imprensa.
D. José Cordeiro indicou que o objetivo é que o testemunho da Beata Alexandrina, “mulher admirável”, possa suscitar “uma renovada motivação de esperança na Igreja e no mundo”.
Alexandrina Maria da Costa nasceu a 30 de março de 1904, em Balasar, Póvoa de Varzim, na Arquidiocese de Braga, e morreu no dia 13 de outubro de 1955; a nota biográfica da beatificação refere que “depois de 27 de março de 1942, Alexandrina deixou de se alimentar, vivendo exclusivamente da Eucaristia”.
As estatísticas oficiais registam anualmente cerca de 150 mil devotos junto do túmulo da mística portuguesa e a presença de 250 mil participantes nas celebrações regulares, em Balasar.
A postuladora da causa de canonização de Alexandrina de Balasar, irmã Emília Almeida, da Congregação da Divina Providência e Sagrada Família, justificou a atração sentida por crentes de “todas as idades” com a força de “uma vida simples, uma vida dada aos outros”.
As autoridades civis da Freguesia de Balasar, no norte de Portugal, e da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim (distrito do Porto) estão a preparar simultaneamente uma operação logística de ordenamento rodoviário e a instalação de ecrãs exteriores para gerir a multidão esperada nos dias 10 e 11 de outubro.
Alexandrina de Balasar, leiga da União dos Cooperadores Salesianos, foi declarada Beata pelo Papa São João Paulo II, a 25 de abril de 2004, no Vaticano.
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