Abusos Sexuais: Comunidade da Capela do Rato quer responder a «inquietações» e colocar «perguntas» em duas sessões de debate

«E agora» é o tema que junta em duas sessões o magistrado e juiz José Souto de Moura, a pedopsiquiatra Francisca Padez Vieira e Catarina Vasconcelos, cineasta e membro da Comissão Independente (CI) para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica Portuguesa

Lisboa, 22 mar 2023 (Ecclesia) – A comunidade da Capela do rato vai organizar duas sessões para debater os abusos sexuais de crianças na Igreja católica em Portugal, a partir do relatório da Comissão independente.

“Várias semanas depois da apresentação do relatório da Comissão Independente (CI) para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica Portuguesa, ainda há muitas inquietações e perguntas por responder. Com o objetivo de ajudar a procurar respostas, a Capela do Rato promove duas sessões intituladas «E agora: Qual impacto dos abusos nas vítimas, quais as respostas necessárias e qual o papel das Comissões Diocesanas no futuro?» e «E agora: Como sanar as múltiplas feridas desveladas e prevenir o futuro?»”, indica um comunicado da comunidade da Capela de Nossa Senhora da Bonança, enviado hoje à Agência ECCLESIA.

A primeira sessão, marcada para 30 de Março, às 21h, vai juntar José Souto de Moura, magistrado e Juiz Jubilado, anterior Procurador-Geral da República, e Coordenador Nacional das Comissões Diocesanas de Proteção de Menores; Francisca Padez Vieira, Pedopsiquiatra, perita em Dano pelo Instituto de Medicina Legal, membro da Comissão de Proteção de Menores do patriarcado de Lisboa; Catarina Vasconcelos, cineasta e membro da CI, num debate que vai ser moderado pela jornalista Rosa Pedroso de Lima.

O comunicado levanta questões que poderão “orientar a primeira sessão”: “Como se sentiram as vítimas, antes e agora? Qual o impacto dos abusos nas suas vidas e na sua saúde física, psicológica e espiritual? Como vai ser feita a ligação entre as Comissões Diocesanas e quem vai acompanhar e cuidar das vítimas no futuro? Existe necessidade de criação de uma nova Comissão Independente? Se sim, com que papel?”, elenca.

A segunda sessão, ainda sem data marcada, quer refletir sobre questões como as formas de reparação, “o que se entende por «Tolerância Zero»”, também sobre mudanças na “cultura institucional da Igreja” e a relação “Igreja e Estado”, no que se refere à proteção das pessoas.

“Estas e outras perguntas vão ser abordadas por especialistas que as debaterão com vontade de agir e defender os interesses primeiros e últimos das vítimas e de ajudar «a uma conversão contínua e profunda dos corações, atestada por ações concretas e eficazes que envolvam a todos na Igreja» (cf. Vos Estis Lux Mundi)”, conclui a informação.

LS

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