Responsável do Centro de Estudos de Bioética aponta a reflexão sobre «olhar ético sobre a dor»

Lisboa, 29 jun 2022 (Ecclesia) – O presidente do Centro de Estudos de Bioética, no polo de Coimbra, considera que as pessoas se “preocupam muito com a morte”, mas “descuram a vida”.

“As pessoas preocupam-se muito com a morte e descuram a vida, aliás basta ver os telejornais e as notícias frequentes sobre a morte”, disse à Agência ECCLESIA Carlos Costa Gomes.

A instituição a que preside vai realizar, na tarde de 1 de julho, um colóquio sobre o tema ‘Um olhar ético sobre a dor’, no anfiteatro da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, com dois painéis centrados nas temáticas ‘Fitando a dor’ e ‘Fintando a dor’.

“No colóquio, com vários oradores, os participantes vão tentar perceber até que ponto a dor é tratável ou não”, acentuou o responsável.

“Há possibilidade de medir a dor?”; “Há formas de tratar a dor?”; “Há humanidade para tratar a dor?”; “Quando a dor é mais do que um dói-dói”; “Quando a dor envelhece?” e “Quando a dor traz más notícias e quando dói até ao fim” são os pilares das reflexões da iniciativa do Centro de Estudos de Bioética polo de Coimbra.

“É preciso olhar para a dor como modo ético não esquecendo a técnica”, apelou Carlos Costa Gomes numa entrevista emitida hoje no Programa ECCLESIA (RTP2).

O colóquio visa prestar “um serviço às pessoas vulnerabilizadas, fragilizadas pela dor corporal, mas também no seu sofrimento”.

Carlos Costa Gomes entende que “políticos e deputados estão muito preocupados com a eutanásia” e “há uma tentativa de afastamento da dor como condição humana”.

A dor corporal “tem um sentido pedagógico”, porque alerta as pessoas para “uma situação de rutura ou não do próprio corpo”.

“Servir sem ética é humilhar a pessoa, no sentido que se faz um serviço distanciado e apenas técnico”, conclui o entrevistado.

PR/LFS/OC

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