Lisboa, 18 fev 2020 (Ecclesia) – O Instituto S. João de Deus (ISJD) informou, em comunicado, que recusa a prática da eutanásia em todas as suas unidades, “conforme vinculado na Carta de Identidade da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus”.

A posição é assumida a dois dias da discussão na Assembleia da República sobre projetos legislativos para a despenalização da eutanásia.

O ISJD sublinha a sua preocupação com a “proteção e promoção da vida humana, em especial da vida nos seus momentos mais vulneráveis”.

O ISJD e a Ordem Hospitaleira têm como carisma e valor nuclear e orientador de toda a sua atividade a hospitalidade que se concretiza, na prática, no acolhimento total e intemporal do outro na vida e na morte, no respeito pela inviolabilidade e indisponibilidade da vida humana, digna intrinsecamente desde o seu começo até ao seu fim natural”.

O organismo católico assume como compromisso a “responsabilidade de garantir o acesso a cuidados paliativos”, nas suas vertentes “assistencial, existencial e espiritual”, cuidados integrais e holísticos de qualidade.

O objetivo é que “todas as pessoas tenham uma vida assistida e acompanhada, médica e espiritualmente, até ao momento da sua morte natural”.

O Parlamento agendou para quinta-feira a discussão e votação de projetos do PS, BE, PAN, PEV e IL no sentido da despenalização da eutanásia.

Uma iniciativa popular de referendo sobre a eutanásia, promovida pela Federação Pela Vida (FPV) já recolheu mais de 38 mil assinaturas, cerca de 60% do número legalmente exigido, para que possa dar entrada na Assembleia da República até ao fim do processo legislativo.

A petição foi colocada online no dia 7 de fevereiro.

OC

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