Presidente da Associação pede que as comunidades educativas estejam informadas

Lisboa, 15 fev 2020 (Ecclesia) – A Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC) reafirma a “sua inequívoca posição de defesa da vida” e aponta a necessidade das escolas católicas manterem “as suas comunidades educativas informadas”perante a possível despenalização da eutanásia.

“A Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC) vem reafirmar a sua inequívoca posição de defesa da vida desde o momento da conceção até à morte natural e da dignidade da pessoa em todos os momentos da sua vida, também naqueles que são os finais naturais”, conforme comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.

O presidente da direção, diácono Fernando Magalhães, acrescenta ainda a necessidade das “escolas católicas em manterem as suas comunidades educativas informadas sobre o que está em causa no debate desta questão”.

No comunicado surge ainda a sugestão das escolas “que assim o entenderem” encontrarem formas de sensibilização e mobilização sobre o assunto.

“Estamos certos de que, se as escolas assim o entenderem, encontrarão formas de sugerir algum modo de mobilização dos seus membros (famílias, professores e demais colaboradores) a fim de que o assunto não seja resolvido no Parlamento sem um anterior amplo esclarecimento e discussão públicos”, escreve. 

O diácono Fernando Magalhães, que assina o comunicado, indica a petição pública online e expressa ainda o “cuidado e preocupação com a gravidade da ocasião”.

Os deputados portugueses vão discutir e votar a legalização da eutanásia de quatro projetos de lei – apresentados pelo PS, Bloco de Esquerda (BE), PAN e Os Verdes (PEV) –, no próximo dia 20, na Assembleia da República.

Em 2016, a CEP publicou a Nota Pastoral ‘Eutanásia: o que está em causa? Contributos para um diálogo sereno e humanizador’, na qual os bispos católicos afirmam que “nunca é absolutamente seguro que se respeita a vontade autêntica de uma pessoa que pede a eutanásia”.

SN

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