Corpo Nacional de Escutas promove colóquio sobre projeto que aborda dimensões da afetividade e sexualidade

 

Lisboa, 23 jan 2023 (Ecclesia) – Paulo Pinto, chefe nacional adjunto do Corpo Nacional de Escutas (CNE), assumiu o objetivo de acompanhar todas as crianças e jovens que cheguem ao escutismo católico, “sem excluir ninguém”.

“Nunca podemos deixar sozinhas as pessoas que acolhemos, isoladas nas suas preocupações. Temos de as ajudar, acompanhar”, sustenta, em entrevista emitida hoje no Programa ECCLESIA (RTP2).

O Projeto ‘Entre Linhas. A sexualidade humana: entre a natureza, a cultura e a liberdade’, do CNE, vai realizar um Simpósio, nos dias 28 e 29 de janeiro de 2023, em Coimbra.

“Somos uma associação de portas abertas a todos”, destaca o entrevistado.

Paulo Pinto aponta à importância de lançar novas perspetivas sobre a sexualidade e a afetividade, dentro do objetivo de “desenvolvimento integral da criança e do jovem”.

“Deparamo-nos com uma zona que parece de sombras, de silêncio: quando eram provocados a pensar sobre este assunto, os nossos educadores muitas vezes tinham alguma dificuldade”, assume.

O chefe nacional adjunto aponta ao desafio levantado pelo ambiente sociocultural e mediático, com as perguntas carregadas pelos próprios jovens, num diálogo feito “em Igreja”.

“O CNE assumiu a sua responsabilidade como parte de uma Igreja que pensa”, indica Paulo Pinto.

O simpósio de Coimbra também pretende ser uma oportunidade para consolidar o trabalho desenvolvido ao longo do ‘Entre Linhas’, nos contextos social, escutista, eclesial e académico.

O CNE, que está a assinalar 100 anos de existência, desenvolve o projeto desde outubro de 2020, dirigido a dirigentes e jovens adultos.

Juan Ambrosio, professor da Faculdade de Teologia da UCP e dirigente do CNE, lamentou o “grande desconhecimento” das propostas da antropologia cristã.

“A vida do ser humano é um todo, não faz sentido que haja setores que a fé não possa iluminar, não possa ampliar”, advertiu.

O docente universitário sublinha a necessidade de “diálogo profundo entre a vida e a fé”, identificando a afetividade e a sexualidade com um dos setores “nucleares”.

Juan Ambrosio fala num percurso “ousado”, em que o CNE assumiu o papel de “facilitador” e “protagonista” deste diálogo.

O Corpo Nacional de Escutas conta com o apoio da Fundação Porticus, tendo como parceiros a Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (UCP), o Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) da Conferência Episcopal Portuguesa, o Movimiento Scout Católico (Espanha) e a Conferência Internacional Católica do Escutismo – Região Europa Mediterrâneo.

Fundado em 1923, o CNE tem cerca de 70 mil associados, espalhados por todo o país, com aproximadamente 1030 grupos locais; apresenta-se como a maior associação de juventude de Portugal e conta com mais de 14 mil voluntários.

PR/OC

Escutismo: Projeto «Entre Linhas» promove simpósio em Coimbra

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