Exposição Migrações e Desenvolvimento foi apresentada no encontro

Foto EDUCRIS

Fátima, 08 jul 2019 (Ecclesia) – Os responsáveis diocesanos pela disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) ficaram a conhecer o projeto ‘Migrações e Desenvolvimento’, que dá nome a uma exposição itinerante, e sobre ‘O cuidado da pessoa da Criança’, numa reunião em Fátima.

Na nota enviada à Agência ECCLESIA, o Secretariado Nacional de Educação Cristã (SNEC) refere que o projeto «Migrações e Desenvolvimento’ foi apresentado por Joana Alfaiate, da Cáritas Portuguesa, que adiantou que a exposição itinerante vai “dar informações reais sobre a situação real dos migrantes aos públicos mais novos”.

“Esta exposição surge como repto ao Papa Francisco de vemos os migrantes como irmãos e percebermos o seu papel no desenvolvimento dos povos”, acrescentou sítio online ‘Educris’ do SNEC.

Já Ana Célia Alfaiate acrescentou que esta iniciativa pretende “dar voz aos migrantes” através de “estatísticas” que “comprovam o valor” de quem chega em contraponto com “as notícias falsas e os populismos”.

A exposição ‘Migrações e Desenvolvimento’ é constituída por 16 roll ups e “material de trabalho em projeto”, com várias informações sobre as questões das migrações e do desenvolvimento numa iniciativa que “pretende chegar às escolas de todo o país” e que pode “ser integrada no trabalho interdisciplinar e ou articulação curricular” dos chamados ‘Domínios de autonomia curricular’.

Na manhã deste sábado, 7 de julho, também foi apresentado o tema ‘O cuidado da pessoa da Criança: conhecer mais para proteger melhor’ aos responsáveis diocesanos pela disciplina de EMRC

“Nas escolas temos de cuidar, estar atentos, e comunicar às autoridades sempre que consideremos que alguma situação é mesmo clara ou que está errada com a vida da criança”, assinalou Teresa Espírito Santo, da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ).

A técnica do CNPDPCJ incentivou os responsáveis diocesanos a cultivar “uma lógica de prevenção e proteção” na escola perante um grande número de “docentes e discentes com pouca formação em prevenção”, a escola deve ser lugar de “cuidado e proteção das crianças” e o foco “deve estar na família”.

O SNEC informa ainda que durante a tarde foi apresentada a prioridade para o ano letivo 2019/2020, para além da apresentação e avaliação das atividades nacionais desenvolvidas no âmbito de EMRC.

A disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica que é de oferta obrigatória e frequência facultativa no ensino regular desde o 1.º ciclo até ao ensino secundário, vai passar também a integrar as matrizes dos cursos profissionais no próximo ano letivo 2019/2020.

A Concordata assinada em 2004 entre Portugal e a Santa Sé consagra a existência da disciplina de EMRC, sendo os professores propostos pelos bispos, nomeados pelo Estado e pagos pela tutela; é uma componente do currículo nacional, de oferta obrigatória por parte dos estabelecimentos de ensino e de frequência facultativa.

CB

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