Trabalho na Diocese de Beja ajuda quem chega em busca de uma nova vida

Beja, 15 nov 2020 (Ecclesia) – A Cáritas Diocesana de Beja desenvolve um trabalho de acompanhamento e integração de imigrantes que chegam ao território alentejano, que estes reconhecem como fundamental para a sua vida.

“Foi um grande acolhimento, um aconchego. Trataram-nos tão bem e prontificaram-se a ajudar na procura de um emprego, que era o que precisávamos naquele momento”, disse à Agência Ecclesia, imigrante brasileira que há um ano está a trabalhar na Mansão de S. José, um lar de idosos.

Foto: Agência ECCLESIA/HM

“Não foi só o emprego, foi também o acompanhamento. Os técnicos da Cáritas queriam saber se estava a correr bem se me estava a adaptar, foi muito bom”, acrescentou, lembrando as dificuldades relacionadas com a “legalização.

A entrevistada chegou há dois anos de Rondónia, no Brasil e escolheu Portugal para recomeçar uma vida com mais oportunidades

Ao Alentejo têm chegado também trabalhadores do Sri Lanka, Paquistão ou Angola, para quem o Centro Local de Apoio ao Imigrante é uma referência.

Ana Barroca é técnica mediadora sociocultural e cabe-lhe escutar os primeiros desabafos de quem pede ajuda.

“Sinto que estão perdidos. Alguns têm dificuldade na língua e isso é logo uma barreira”, reconhece esta técnica que destaca também os apoios que os imigrantes necessitam e que passam por “respostas ao nível do trabalho, questões contratuais e de regularização da sua permanência no país”.

Teresa Martins, coordenadora do Centro Local de Apoio ao Imigrante, destaca que “a empregabilidade é fundamental para que depois o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras possa conceder a regularização de residência”.

Ana Barroca, por sua vez, lamenta a burocracia que ainda persiste, mas reconhece que estes imigrantes chegam de realidades por vezes ainda mais difíceis.

A instituição católica está também atenta aos casos de exploração laboral a que esta população está sujeita.

A reportagem junto da Cáritas Diocesana de Beja vai estar em destaque este domingo, na emissão do programa ’70×7′, pelas 17h45, na RTP2, assinalando o IV Dia Mundial dos Pobres, juntamente com o trabalho realizado na Paróquia de Santo António do Estoril.

HM/OC

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