Com o fim de sensibilizar todos os fiéis para os seus deveres de fraternidade e de caridade em relação aos migrantes e refugiados, assim como manifestar à Sociedade Civil a sua solicitude missionária e disponível parceria na defesa dos direitos humanos e ousadia na construção de uma “sociedade integrada”, a Igreja assinala, desde há 92 anos, o Dia Mundial do Migrante e Refugiado. Na última Instrução Pastoral dedicada inteiramente às migrações no actual contexto ecuménico e inter-religioso, intitulada: ”A Caridade de Cristo para com os Migrantes”, publicada pelo Conselho Pontifico para a Pastoral dos Migrantes e Refugiados (CPPMI), a Igreja “almeja que o Dia Mundial seja celebrado em todo o mundo numa data única” (art.21, EMCC). Desde 2004, ano da publicação da Instrução, que aumenta a adesão das Conferências Episcopais à data única, não obstante as dificuldades, em alguns países, relacionadas com aquele particular período do ano e com as iniciativas já tradicionalmente dinamizadas pelas Igrejas locais. É o caso da Igreja em Portugal que, por decisão da CEP, desde há 34 anos, anima uma Semana Nacional de Migrações no mês de Agosto, na qual se integram a Peregrinação Internacional a Fátima e a Jornada de Solidariedade com a Pastoral da Mobilidade Humana. A data proposta caracteriza-se por alguma mobilidade cronológica pelo facto de seguir o calendário litúrgico. Ao optar-se, respeitando as diferenças entre as Igrejas do Ocidente e Oriente, por viver a data em ambiente de celebração do Tempo do Natal, onde se assinala a experiência dolorosa de fuga e libertadora do regresso do Egipto por parte da família de Nazaré, a escolha recaiu sobre o domingo seguinte à Festa do Baptismo do Senhor. O Dia Mundial passará, por conseguinte, a ser assinalado pela Igreja sempre em meados de Janeiro. Por isso, este ano, todas as Conferencias Episcopais do mundo são convidadas a celebrá-lo no dia 15 de Janeiro, tendo como tema de fundo a Mensagem do Papa: “Migrações: sinal dos tempos” (www,ecclesia.pt/ocpm).

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