Manuscrito da «Tragédia Amorosa de Dona Inês de Castro» disponível para «consulta, estudo e valorização» na «mais emblemática biblioteca mundial»

Cidade do Vaticano, 22 jun 2022 (Ecclesia) – O presidente da Irmandade dos Clérigos e o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto entregam hoje um manuscrito da ‘Tragédia Amorosa de Dona Inês de Castro’, obra histórica do poeta quinhentista António Ferreira, na Santa Sé.

Numa nota enviada à Agência ECCLESIA, as instituições destacam que a partir desta quarta-feira o “tesouro literário português” fica “preservado” na secção portuguesa da “mais emblemática” biblioteca mundial, e “assegurado o importante elo” entre Portugal e a obra de António Ferreira (1528-1569), centrada na “tragédia em torno do amor entre o futuro Rei D. Pedro e a galega D. Inês de Castro”.

“A História de Portugal tem mais um volume de relevo presente na mais antiga biblioteca do mundo, após uma comitiva nacional, liderada pelo presidente da Irmandade dos Clérigos, padre Manuel Fernando, e pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, António Tavares, ter levado ao Vaticano um manuscrito quinhentista da ‘Tragédia Amorosa de Dona Inês de Castro’, desenvolve.

O documento foi adquirido “há algumas semanas” pelas duas instituições da cidade do Porto, “num gesto que permite preservar a ligação a Portugal deste objeto valioso”, depois da obra de um dos “maiores poetas do classicismo renascentista de língua portuguesa”, ter sido adquirido “há algumas semanas num alfarrabista” no Porto.

Foto Torre dos Clérigos

A Irmandade dos Clérigos e a Santa Casa da Misericórdia do Porto assinalam que o manuscrito que entregue à Biblioteca do Vaticano, que tem como responsável o cardeal português D. José Tolentino Mendonça, “estava a ser cobiçado no Reino Unido”.

“A decisão assegurou a manutenção do documento num local onde fica disponível para consulta, estudo e valorização”, destacam.

No encontro desta manhã com o Papa Francisco, na audiência geral de quarta-feira, na Praça de São Pedro, os responsáveis da Irmandade dos Clérigos e da Santa Casa da Misericórdia do Porto também partilharam o “importante trabalho social que desenvolvem, bem como dos seus projetos e expectativas”.

CB

 

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