Crise da família dificulta «uma cultura vocacional»

A criação de “uma cultura vocacional” é o que resta fazer para travar a diminuição de vocações sacerdotais e superar a crise da família – realçou o Pe. Domingos Paulo, assistente da Pastoral Familiar da diocese de Braga, num encontro sobre “A família, os jovens e as vocações”, realizado em Vieira do Minho. Para este sacerdote, também membro da equipa formadora do Seminário Menor de Braga, “a diminuição de vocações ao sacerdócio está relacionado intrinsecamente com a crise da família”. Pior, “o ambiente actual das famílias não é o mais propício para que surjam vocações, já que excepto raras ocasiões os valores que se transmitem hoje são geralmente alheios ao Evangelho”. Prova disso é a diminuição de candidatos ao sacerdócio e deu um exemplo concreto: “no Seminário Menor de Braga matricularam-se apenas 39 adolescentes e jovens. Para o padre Domingos Paulo Oliveira, não há dúvidas de que “a queda de entradas nos Seminários Menores está directamente relacionada com a crise da família”. Mas, alertou, convém ter em conta também outros aspectos: “o facto das famílias terem poucos filhos” e “a mudança geral no perfil do seminarista, que sente a vocação mais tarde, depois de ter superado a maior idade e inclusive ter realizado estudos universitários”. Em causa está “a situação da família e o seu papel como transmissora da fé e dos valores”. Nesta perspectiva, disse o sacerdote aos agentes da Pastoral Familiar das paróquias de Vieira do Minho, “a esperança está em criar uma cultura vocacional” Uma cultura cuja finalidade é educar no sentido do chamamento, logo desde a infância, e que, a nível paroquial, implica “um grande trabalho a fazer na consciencialização das famílias”. Porque “a melhor comunidade para o crescimento vocacional continua a ser a família” – frisou o assistente do Departamento Arquidiocesano da Pastoral Familiar.

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