Francisco afirma que o profissional de informação cristã deve ser «um portador de confiança no futuro»

Foto Vatican News

Cidade do Vaticano, 18 set 2020 (Ecclesia) – O Papa Francisco afirmou hoje que o profissional de informação cristã “deve ser um porta-voz de esperança, um portador de confiança no futuro” e os meios de comunicação social ter “uma palavra de conforto” nesta pandemia, a jornalistas, no Vaticano.

“Vocês são semeadores dessa esperança de um amanhã melhor. No contexto desta crise, é importante que os meios de comunicação social contribuam para a garantir que as pessoas não fiquem doentes de solidão e possam receber uma palavra de conforto”, disse Francisco, na audiência na manhã desta sexta-feira.

Aos jornalistas belgas da revista cristã ‘Tertio’, o Papa explicou que “só” quando o futuro é “aceite como uma realidade positiva e possível”, é que o presente “também se torna habitável”.

“Essas reflexões podem ajudar, especialmente hoje, a alimentar a esperança na situação de pandemia que o mundo está a atravessar”, assinalou.

No seu discurso, publicado pela sala de imprensa da Santa Sé, Francisco observou que “a informação é parte integrante” na vida diária da sociedade de hoje e, “quando é de qualidade, permite compreender melhor os problemas e desafios” que o mundo é chamado a enfrentar e “inspira comportamentos individuais, familiares e sociais”.

“Em particular, é muito importante a presença de meios de comunicação cristãos especializados em informação de qualidade sobre a vida da Igreja no mundo, capaz de contribuir para a formação das consciências”, destacou à delegação da revista cristã belga ‘Tertio’ que está a comemorar 20 anos de atividade.

Segundo Francisco, o nome do semanário cristão – ‘Tertio’ – faz referência à Carta Apostólica do Papa São João Paulo II ‘Tertio millennio adveniente’, de 1994, de preparação para o Grande Jubileu do Ano 2000, “para preparar os corações para acolher Cristo e sua mensagem libertadora”.

“Esta referência não é apenas um apelo à esperança, mas visa também fazer ouvir a voz da Igreja e dos intelectuais cristãos num cenário mediático cada vez mais secularizado, para enriquecê-la com reflexões construtivas. Procurando uma visão positiva das pessoas e dos factos, rejeitando preconceitos, fomentar uma cultura do encontro, através da qual é possível conhecer a realidade com um olhar confiante”, desenvolveu.

O Papa afirmou que a comunicação “é uma missão importante para a Igreja” e os cristãos que estão envolvidos nesta área “são chamados a colocar em prática de forma muito concreta o convite do Senhor a ir ao mundo e anunciar o Evangelho” e pela sua “elevada consciência profissional”, o jornalista cristão é “obrigado a oferecer um novo testemunho no mundo da comunicação, sem esconder a verdade ou manipular informações”.

Para Francisco também é de assinalar o contributo dos meios de comunicação cristãos para “promover um novo estilo de vida nas comunidades cristãs”, livre de todas as formas de “preconceito e exclusão” e lembrou que “as bisbilhotices fecham o coração da comunidade, fecha a unidade da Igreja”.

O Papa Francisco citou um discurso de São João Paulo II (9 de novembro de 2002) para recordar que a Igreja Católica olha para que trabalha no setor da cultura e da comunicação com “confiança e expectativa” porque são “chamados a ler e interpretar o tempo presente e a identificar os percursos para uma comunicação do Evangelho segundo as linguagens e a sensibilidade do homem contemporâneo”.

CB/PR

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