«Stop ao vírus do coração» é o alerta da organização

Lisboa, 27 mar 2020 (Ecclesia) – O Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos (MMTC) divulgou uma mensagem para apelar à solidariedade, em tempo de pandemia, que permita “uma vida digna para todos”, e a uma economia global “de partilha”.

“Este mundo que esquece que milhões de pessoas morrem de fome e de sede por culpa da nossa injusta economia mundial. Senhor, dá aos líderes dos nossos países a coragem política para atrever levar a cabo uma economia de partilha e solidariedade”, escreve o comité internacional do MMTC.

Num comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, dizem também ao ‘stop ao vírus’ dos braços, que “às vezes paralisa”, ao vírus das pernas que “impede de ir ao encontro dos outros”, e dos olhos que “cega e impede de ver todos os sofrimentos deste mundo, sofrimentos ligados à guerra, às injustiças económicas, ao aquecimento global, às migrações”.

Os Trabalhadores Cristãos alertam também para o vírus da língua que “faz dizer qualquer coisa quando convém”, mas, “às vezes, seca a língua e deixa silenciosos e cúmplices diante das injustiças, os maus-tratos, os abusos de todo o tipo”.

Stop ao vírus do coração! (o vírus das coronárias = o ‘autêntico’ coronavírus) O mais perigoso de todos! O que nos impede de amar realmente, como Tu nos amas! O que nos impede de viver plenamente, como o Teu Filho, Jesus o fez na Cruz! O que nos bloqueia para inventar intensamente sob a ação do Teu Espírito!”.

No contexto atual da pandemia do coronavírus, que afeta mais 183 de países e territórios, o MMTC explica que o “vírus do ouvido” faz das pessoas surdas “a todos os chamamentos à solidariedade”: “O que distorce a nossa compreensão escutando só aqueles que nos falam de segurança pessoal ou nacional, que pensam só em crescimento económico e que se esquecem da Humanidade”.

“Que este tipo de ‘travessia no deserto’ fortaleça a nossa fé e os nossos compromissos! Que nos dê a audácia de inventar novos estilos de vida e um novo modelo económico promotor de fraternidade, de solidariedade e sustentabilidade para o bem comum e universal”, pedem os trabalhadores cristãos.

O Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos espera que a investigação médica “não se esqueça dos países pobres”, e que cada pessoa humana em cada país possa ter direito a um cuidado digno e alerta para a tentação de “acumular comida comprando tudo, por medo de restrições”, em alguns países até “compraram armas”.

CB/OC

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