D. Rui Valério presidiu à celebração litúrgica dos 110 anos da GNR

Foto: GNR

Lisboa, 29 abr 2021 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança afirmou hoje que foi com um “misto de naturalidade e de encanto” que se testemunhou a Guarda Nacional Republicana (GNR) “ser um dos pilares de sustentação da vida do país”.

“Com uma atuação verdadeiramente transversal e inclusiva, tem desenvolvido uma inquestionável salvaguarda da segurança dos cidadãos e das muitas instituições que compõem o tecido da vida coletiva; Tem sido o garante de algumas das condições indispensáveis para que atividades económicas, empresariais, comerciais e turísticas mantenham padrões de sustentabilidade”, explicou D. Rui Valério, na celebração na igreja dos Mártires que assinalou os 110 anos da Guarda Nacional Republicana.

Na homilia, enviada à Agência ECCLESIA, o bispo do Ordinariado Castrense de Portugal observou que nestes tempos de confinamento, que fazem “crescer a solidão e intensificar a cultura do descarte humano”, a GNR tem materializado “os valores que a regem”, em gestos concretos de solidariedade e promoção da qualidade de vida.

Neste contexto, destacou que a Guarda Nacional Republicana tornou-se a “companhia de tanta gente isolada”, sobretudo idosa, “vítima da aventura do estar sozinho na vida”, sobretudo em lugares ermos e distantes, onde a solidão é modo de existir.

D. Rui Valério assinalou que as circunstâncias da pandemia Covid-19 em Portugal “puseram à vista os alicerces da própria nação” e a GNR, por exemplo, zelou “pelo bom êxito do transporte das vacinas”, para além de assumiu a segurança local e rodoviária.

“E foi com um misto de naturalidade e, ao mesmo tempo, de encanto que descobrimos e testemunhámos a Guarda Nacional Republicana ser um dos pilares de sustentação da vida do país”, realçou.

Segundo o bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança, a GNR também se constituiu como “força de resiliência para toda a sociedade”, com a sua capacidade para enfrentar e vencer adversidades, sobretudo para as pessoas “cuja vida está repleta de obstáculos, barreiras e agruras”.

Foto GNR – Guarda Nacional Republicana

“Trouxe para a ordem do dia a certeza de que nenhuma dificuldade, por mais aguda, tem obrigatoriamente de ser impedimento à realização de projetos e sonhos, mas ensinou que, com confiança, dedicação e coesão, tudo se transforma em oportunidades para a construção da história”, desenvolveu.

Na sua homilia, D. Rui Valério também agradeceu à GNR a sua determinação em socorrer os migrantes, no Mediterrâneo, “homens que procuram um lugar de realização e felicidade”, e referiu que, também em Portugal, os sucessivos estados de emergência e os confinamentos “criaram novos habitats naturais para os cidadãos”.

O bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança assinalou que a celebração litúrgica do aniversário da fundação da GNR tem a “companhia” de Santa Catarina de Sena, uma das padroeiras da Europa, “ilustre personalidade que foi determinante no tempo em que viveu, sobretudo por ter impresso valores e atitudes que são perenes”.

D. Rui Valério presidiu hoje à Eucaristia de ação de graças e de memória pelos 110 anos da Guarda Nacional Republicana, mas a data oficial da sua fundação é 3 de maio e vai ser assinalada com uma cerimónia militar na Escola da GNR, em Queluz.

CB

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