D. João Lavrador, bispo diocesano, alerta para a exigência de “responsabilidade pessoal e comunitária” em tempo de desconfinamento

Angra, 09 mai 2020 (Ecclesia) – D. João Lavrador anunciou hoje, no portal Igreja Açores, que a diocese de Angra vai retomar as celebrações comunitárias, no próximo dia 18 de maio, alertando para todas as “responsabilidades” neste tempo de “desconfinamento progressivo e gradual”.

“As missas na diocese de Angra, com a presença de física de fieis será retomadas no próximo dia 18, dois meses e dois dias depois de terem sido suspensas a 16 de março”, revelou este sábado o portal de notícias diocesano.

O bispo de Angra alerta para a exigência de “responsabilidade pessoal e comunitária” neste tempo de desconfinamento progressivo e gradual “de modo a não se infectar a si mesmo e nem infectar os outros”.

“Após auscultação do Governo Regional decidimos que no próximo dia 18 de Maio abrirão ao culto as igrejas sediadas nas Ilhas das Flores, Corvo, Santa Maria, Pico Faial, S. Jorge e Terceira; no próximo dia 31 de maio (devendo celebrar-se as missas vespertinas ou vigília na véspera), abrirão ao culto as igrejas sediadas nas Ilhas de Graciosa e S. Miguel”, refere o bispo diocesano numa carta enviada ao clero açoriano.

D. João Lavrador deixou ainda vários requisitos para as celebrações litúrgicas tais como “garantir o distanciamento das pessoas; ausência de água benta nas pias, à entrada das portas das igrejas; disponibilidade de todos os espaços possíveis (sacristias, coro alto, salas anexas…) para que os fiéis se distribuam de modo a manter o distanciamento, salvo se forem da mesma família já a coabitar em casa”.

Na carta enviada aos sacerdotes o bispo de Angra lembra ainda que os bancos da igreja deverão estar mais distanciados “de modo a que não haja contactos pessoais de um banco a outro. Recomenda-se a lotação máxima de 2/3 da capacidade do templo, espaçamento de dois metros”.

Também no sacramento da reconciliação as regras de distanciamento e de protecção para evitar qualquer contágio devem constar e a celebração de exéquias nos funerais só poderão celebrar-se se forem acauteladas as normas destinadas às celebrações litúrgicas.

“Para já, as festas anuais de padroeiros, no que respeita às suas manifestações públicas, dada a aglomeração incontrolável de pessoas, ficam sujeitas às orientações do Governo Regional e dos Responsáveis de Saúde”, refere D. João Lavrador.

O prelado lembra que este é ainda um tempo de “máxima exigência e de responsabilização de todos e cada um” e pede aos sacerdotes que “ajudem o povo de Deus a retomar a vida religiosa e social com as devidas precauções”.

Além disso D. João Lavrador fala ainda nas consequências que esta pandemia irá provocar, agora e no futuro, “no desemprego e na pobreza, senão mesmo fome”.

“Peço a cada pároco que junto da sua comunidade cristã promova ainda mais a partilha fraterna e ausculte as necessidades existentes e as encaminhe para as instituições que lhe podem responder”, refere.

SN

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