Bispos preparam novas indicações, de acordo com o evoluir da situação e as orientações das autoridades de saúde

Foto: Agência ECCLESIA/OC

Fátima, 14 set 2021 (Ecclesia) – A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) anunciou hoje em Fátima que mantém as normas de prevenção e combate à pandemia de Covid-19, nas celebrações católicas, avançando com o regresso das procissões.

“Tendo em conta a situação atual da evolução da pandemia, continuaremos a realizar as nossas celebrações e atividades pastorais com os devidos cuidados sanitários e de segurança, quanto à higienização, uso de máscaras e razoável distanciamento”, disse o secretário da CEP, padre Manuel Barbosa, em conferência de imprensa após a reunião do Conselho Permanente do organismo episcopal.

“Recomendamos que, com os devidos cuidados e observância das normas, sejam dignificadas as exéquias cristãs e se realizem as procissões e outras atividades pastorais, como a catequese e outros encontros”, acrescentou o porta-voz.

Na reunião de Conselho Permanente de outubro e na Assembleia Plenária de novembro serão apresentadas novas indicações sobre celebrações e atividades pastorais, “de acordo com o evoluir da situação e as orientações das autoridades de saúde”.

Em agosto, a Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou a Orientação com medidas de prevenção e controlo da Covid-19, em Locais de Culto e Religiosos, reduzindo o distanciamento exigido para 1,5 metros.

O padre Manuel Barbosa destaca que “nunca houve surtos” em celebrações religiosas e elogiou o “bom senso” com que as comunidades católicas têm vividos estes meses de pandemia.

O responsável sublinhou a importância de atender sempre às “situações locais”, para a implementação destas orientações gerais, num momento em que começa a haver “algum alívio” na vida social.

A CEP determinou em março o regresso das celebrações públicas da Missa, mantendo então a suspensão de procissões e outras manifestações populares.

Na Orientação atualizada, a DGS destaca que, “perante a pandemia da Covid-19, é importante incentivar e salvaguardar o papel específico das diferentes Instituições de Culto e Religiosas, tanto no apoio às comunidades, como no combate à disseminação do vírus”.

O documento atualiza a necessidade de distanciamento social, determinado que as instituições religiosas devem “providenciar uma sinalização para os lugares que podem ser ocupados, de forma a garantir o distanciamento de, pelo menos, 1,5 metros entre pessoas”.

Este distanciamento, anteriormente fixado nos 2 metros, não se aplica a coabitantes.

O regresso das celebrações públicas na Igreja Católica, que tinham sido suspensas em janeiro deste ano pela segunda vez, têm decorrido de acordo com as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa de 8 de maio de 2020 e “em consonância com as normas das autoridades de saúde”.

As mais de 80 indicações incluem normas para a higienização dos espaços, das pessoas e dos objetos de culto, a reserva de quatro metros quadrados para cada participante, o “obrigatório o uso de máscara” para todos e a adaptação de rituais litúrgicos para evitar o contacto físico, no contexto da pandemia.

CB/OC

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