A cada noite há orações online desde a casa dos irmãos “separados de todos, mas unidos a todos”

Taizé, França, 23 mar 2020 (Ecclesia) – A comunidade ecuménica de Taizé sediada em França lamenta ter, pela primeira vez, uma Semana Santa e celebração da Páscoa “sem peregrinos” devido à pandemia do Covid-19, apostando agora em transmissão das orações online.

“Enquanto continuamos o nosso caminho para a Páscoa, cresce a preocupação em todo o mundo perante a difusão do coronavírus. Em Taizé, as circunstâncias fazem-nos antecipar pela primeira vez uma Semana Santa e uma celebração da Páscoa sem peregrinos”, lê-se num comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.

A comunidade de Taizé, com tradição da vivência de Quaresma e Páscoa, com participantes oriundos de todo o Mundo, pede para que “quem já se tinha inscrito” possa adiar a vinda. 

O irmão Alois, prior da comunidade, adianta que os irmãos continuam em “vida de oração e trabalho, «separados de todos, mas unidos a todos»” e que acompanham o estado da pandemia.

“Por telefone ou internet, recebemos muitas notícias daqueles que enfrentam o mesmo desafio em diferentes partes do mundo. Alguns dos nossos irmãos vivem ou viajam na Coreia, Itália e noutros lugares”, explica.

O prior da comunidade acrescenta ainda que a comunidade vai transmitir as suas orações online, para viver uma “solidariedade espiritual”.

“Todas as noites, uma oração com um pequeno grupo de irmãos é transmitida de nossa casa nas redes sociais (às 20h30 locais, 19h30, em Portugal). Aqueles que o desejam podem nos enviar-nos intenções de oração”, informa.

Considerando o cenário mundial da pandemia do Covid-19, na “adversidade do momento” o comunicado recorda o fundador, o irmão Roger.

O que nos dá o Senhor Ressuscitado, que vai ao encontro dos seus discípulos abatidos quando as portas estão fechadas? A que nos chama Ele hoje hoje? Na adversidade do momento, com as palavras do irmão Roger, podemos «não nos sujeitar aos acontecimentos, mas, em Deus, edificar com eles»”.

Com todas as medidas de “confinamento e as precauções de saúde”, a comunidade pede atenção ao “tesouro das relações humanas” e que se mantenha o contacto, “através dum telefonema ou de uma mensagem de amizade”, especialmente com os mais velhos ou frágeis.

SN

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