Organização promove segurança alimentar e desenvolvimento humano integral em vários países

Cidade do Vaticano, 16 jul 2021 (Ecclesia) – A Cáritas Internacional alerta para o “aumento dramático” do número de pessoas “em risco de passar fome” como uma das consequências da pandemia deCovid-19.

“Concretizar o direito à alimentação adequada e garantir a segurança alimentar para todos faz parte de uma visão que visa o desenvolvimento humano integral”, assinala a organização católica, em comunicado online, destacando que as suas organizações promovem há vários anos programas de segurança alimentar em dezenas de países.

A Cáritas Internacional alerta que o risco da fome chega a cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, apelando à promoção de programas de desenvolvimento humano integral.

A confederação indica que as atividades das suas instituições nacionais e regionais incluem programas de “melhoria dos meios de subsistência”, grupos de microfinanças, programas agrícolas comunitários, gestão da água, agricultura orgânica em pequena escala, transformação de produtos alimentares, cooperativas de sementes para mulheres, educação sobre o meio ambiente.

A região do Sahel, na África, enfrenta uma das “crises humanas de crescimento mais rápido do mundo” e a ‘Caritas Internationalis’ exortou governos, líderes locais e doadores a agir; no Níger, um dos programas da Cáritas nacional é oferecer “cabras às famílias” como parte do seu programa de subsistência, com o objetivo de “melhorar a vida dos pequenos agricultores”.

Outro exemplo destacado pela Cáritas Internacional é a atuação na crise da Venezuela: em 2018, a organização católica ajudava a população oferecendo “alimentos, remédios e suplementos nutricionais para combater a desnutrição”.

“Quando os alimentos não são disponibilizados a todas as pessoas, é o desenvolvimento humano pleno e integral que fica prejudicado. A questão é mais do que apenas a perda de alimentos, mas sim a perda da pessoa humana e da dignidade”, disse o presidente da ‘Caritas Internationalis’, cardeal Luis Antonio Tagle, falando na sede da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a 30 de maio de 2016, em Roma.

CB/OC

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