Manuel Lemos fala em agravamento «visível» da crise

Foto: Presidência da República

Lisboa, 29 out 2020 (Lusa) – O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel Lemos, considerou que a crise provocada pela pandemia de Covid-19 “é muito preocupante”.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o responsável destaca que o agravamento da crise social e económica provocada pela pandemia “é visível” por isso as instituições “exigem mais recursos para dar melhores respostas”.

Portugal ultrapassou pela primeira vez os 4 mil casos diários de Covid-19, indica o boletim epidemiológico avançado esta quinta-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Nas últimas 24 horas foram registadas 4224 infeções e 33 mortes, o maior número de óbitos desde 24 de abril.

Manuel Lemos destaca que “incerteza” que se vive atualmente “causa sofrimento”, em particular nas instituições onde se registam falecimentos.

“Cada vida que se apaga é uma dor no coração”, sublinhou.

Apesar das incertezas, o presidente da UMP elogiou o papel dos provedores e colaboradores das Misericórdias.

“Têm sido uns autênticos heróis”, apontou.

O responsável esteve no último sábado com o presidente da República Portuguesa, numa audiência no Palácio de Belém, acompanhado pelo líder da CNIS, padre Lino Maia.

Manuel Lemos realçou que apesar “do contexto difícil”, as Misericórdias “não desistem de ajudar a salvar os idosos e deficientes”.

Na conversa com o chefe de Estado, o presidente da UMP sublinhou que a missão das Misericórdias é “ajudar os que sofrem”, mas o “Estado tem de assumir as suas obrigações”.

A União das Misericórdias Portuguesas foi criada em 1976 para orientar, coordenar, dinamizar e representar as Santas Casas de Misericórdia, defendendo os seus interesses e organizando serviços de interesse comum.

As 387 Misericórdias atualmente ativas em Portugal apoiam diariamente cerca de 165 mil pessoas e, para o efeito, contam com mais de 45 mil colaboradores diretos.

LFS/OC

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