D. António Augusto Azevedo restringe normas para realização de funerais e diz que diocese vai providenciar «subsídios pastorais» para as famílias

Foto Diocese do Porto, D. António Augusto Azevedo

Vila Real, 19 mar 2020 (Ecclesia) – O bispo de Vila Real escreveu uma nota à diocese com normas para a realização de serviços fúnebres e celebrações litúrgicas, renovando apelos de “respeito” e “paciência”.

“A presença nos funerais devem restringir-se à família próxima, aconselhada a respeitar o distanciamento social”, aponta.

“Os velórios devem ser evitados ou mais breves, com a urna fechada e salvaguardando as normas de segurança. A oração exequial, mais simplificada e curta (sem eucaristia, comunhão ou gesto da paz) fica reservada a um número muito restrito de pessoas da família”, escreve ainda  D. António Augusto de Oliveira Azevedo, numa nota informativa tornada pública pela diocese, na internet.

Os funerais de pessoas vítimas do Covid-19, devem realizar-se “respeitando as normas já emanadas das autoridades sanitárias” e as “habituais celebrações do 7.º e 30.º dia ficam suspensas, podendo o pároco na sua missa privada rezar por essa intenção”.

O responsável católica considera que, tendo em conta a “evolução da crise pandémica que tem alterado de forma radical a vida das pessoas, das famílias e do mundo em geral”, as comunidades são desafiadas a “adaptar a vida pastoral a circunstâncias nunca antes vividas”.

D. António Augusto de Azevedo vai presidir à celebração da Eucaristia dominical, na Sé de Vila Real, às 10h, estando a sua transmissão assegurada pela diocese, mas será realizada “com a porta fechada e só com as pessoas indispensáveis”.

A diocese vai providenciar “subsídios pastorais: meditação diária, um terço e uma via-sacra em cada semana e outras propostas apresentadas pelos secretariados diocesanos”.

Durante o período de isolamento social, a Cúria irá funcionar “às segundas e quintas-feiras, das 10 às 12 horas”.

O bispo de Vila Real apela ao respeito das “indicações das autoridades” e pede “muita prudência, paciência e um grande espírito de união nas famílias e nas comunidades”.

“Que esta Quaresma tão excecional nos ajude a uma experiência espiritual de verdadeira conversão e propicie a redescoberta de algumas práticas e valores, como o da oração, pessoal e familiar”, escreve.

LS

Partilhar:
Share