Militares convidados a ajudar projeto de escolarização na Diocese de Bangui, República Centro-Africana

Foto: Forças Armadas

Lisboa, 11 fev 2021 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança destaca, na sua mensagem para a Quaresma 2021, o impacto “avassalador” da pandemia, falando numa “Sexta-feira Santa” coletiva.

“A pandemia está a condenar cada um de nós ao confinamento, à impossibilidade de contactar com familiares e amigos, de celebrar presencialmente e em comunidade a fé. Há quem tenha sido e esteja a ser vítima de sofrimentos atrozes e quem tenha sido condenado ao desemprego e à pobreza”, escreve D. Rui Valério, num texto enviado à Agência ECCLESIA.

O responsável sublinha que o “caráter avassalador” da pandemia é visível nos milhares de casos de contágio diários e na sobrecarga de quem se encontra na “linha da frente”.

“Esta será uma extenuante Quaresma que antecipa a sempre dramática Sexta-feira Santa”, aponta.

D. Rui Valério sublinha que é necessário manter a esperança, seguindo a dinâmica que leva até à ressurreição, na Páscoa.

A mensagem aconselha atitudes de serenidade e esperança, confiança e inteligência para enfrentar a atual crise, destacando as “qualidades excecionais” de quem se dedica ao combate contra a Covid-19.

“Há já vacinas que, tendo em conta os tradicionais prazos da ciência, são verdadeiros milagres de rapidez e prontidão”, aponta o responsável pelo Ordinariato Castrense.

A mensagem deixa um apelo à solidariedade, antes de indicar o destino do contributo penitencial ou a renúncia quaresmal, com que cada católico se associa, através dos seus donativos, a uma causa solidária estabelecida em cada diocese.

“O fruto da nossa renúncia será para a Diocese de Bangui, na República Centro-Africana, a fim de promover a escolarização das crianças. Porque sem escolarização não há conhecimento e sem conhecimento dificilmente avançaremos rumo a uma humanidade em que todos tenham acesso aos bens a que efetivamente têm direito”, aponta D. Rui Valério.

A Quaresma é um tempo de 40 dias que se inicia com a celebração das Cinzas (17 de fevereiro, em 2021), marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão, este ano a 4 de abril.

OC

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