Capelão no Hospital de São João destaca importância de uma escuta «empática»

Porto, 08 abr 2021 (Ecclesia) – O padre Paulo Teixeira, capelão no Hospital de São João, Porto, disse à Agência ECCLESIA que este espaço é também de vida e alegria, depois do sofrimento, desafiando os católicos a uma vivência concreta da Páscoa.

“Ou ressuscitamos todos os dias ou somos fracos cristãos”, refere o diretor do Serviço de Assistência Espiritual e Religiosa, convidado de hoje nas ‘Conversas na Ecclesia’.

O sacerdote afirma que o seu trabalho passa por construir uma relação, que parta do princípio da “escuta ativa, empática”, para que cada pessoa “se sinta curada, inteiramente”.

Este esforço passa por um trabalho de equipa, “com muita delicadeza, muita serenidade”.

“Temos de criar um ambiente de conforto, de acolhimento”, aponta o entrevistado.

O padre Paulo Teixeira recorda, em particular, a alegria “desmesurada” das boas notícias, nos corredores do Hospital.

“É uma espécie de túmulo aberto, no dia de Páscoa, que se abre com fulgor, não apenas para o próprio, mas sobretudo para quem está à volta dele”, aponta.

O sacerdote sublinha que a ressurreição é uma “luz que se expande”.

“Os doentes recuperados, quando vão para casa, conseguem rebentar duma alegria que expande, inunda todas as pessoas à sua volta”, indica.

Para o capelão, num Hospital a vida acontece “a cada momento”, como ela é e não como cada um “gostaria que fosse”.

“Eu nunca sei o que vou encontrar”, confessa.

A conversa com o padre Paulo Teixeira está em destaque na emissão do programa ECCLESIA, na Antena 1 da rádio pública (22h45), entre segunda e sexta-feira, assinalando a oitava da Páscoa, a maior festa do calendário católico, que celebra a ressurreição de Jesus.

OC

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