Padre Paulo Teixeira sublinha encontro com crentes e não-crentes, como capelão, no São João

Porto, 07 abr 2021 (Ecclesia) – O padre Paulo Teixeira, diretor do Serviço de Assistência Espiritual e Religiosa no Hospital de São João, Porto, fala com a Agência ECCLESIA da sua experiência de encontro “com gente que não tem fé”.

O sacerdote diz que há “muito trabalho” para si, nos corredores do edifício, onde abre espaço de diálogo sobre a “necessidade íntima das pessoas” de se confrontarem com o seu “mundo interior”.

“Nós não dizemos que não”, observa.

O capelão considera que é necessário oferecer o tempo que “a pessoa quiser”, permitindo-lhe que se abra e descubra o seu caminho, que chegue “à sua ressurreição”, uma redescoberta da vida, num diálogo e partilha.

“Muitas vezes, esses cinco minutos que me pedem são verdadeiros recomeços”, precisa.

“A minha missão é criar, ajudar a criar um ambiente de acolhimento”, sustenta, para que cada pessoa apresente as suas questões.

Para o padre Paulo Teixeira, um hospital pode ser lugar de recomeços “possíveis e imaginados”.

“É uma experiência que nos faz abrir à vida, que nos faz encontrar um mundo novo, uma vida nova”, aponta.

O sacerdote católico manifesta-se contra um sentido “fatalista” da vida, determinista.

O capelão entende que Deus está em quem sofre, “um Deus de amor, que acompanha, que está ao lado, mas que não obriga”.

“É esse a única teologia que eu anuncio, não anunciou outra”, conclui.

A conversa com o padre Paulo Teixeira está em destaque na emissão do programa ECCLESIA, na Antena 1 da rádio pública (22h45), entre segunda e sexta-feira, assinalando a oitava da Páscoa, a maior festa do calendário católico, que celebra a ressurreição de Jesus.

OC

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