Presidente da Cáritas Portuguesa destaca «estímulo à atenção» provocado pelo confinamento

Foto: Cáritas Portuguesa

Lisboa, 14 abr 2021 (Ecclesia) – Rita Valadas, presidente da Cáritas Portuguesa, disse à Agência ECCLESIA que a crise provocada pela Covid-19 tem gerado sinais de esperança e de solidariedade, com atenção a quem sofre.

“Nós não vivemos uma crise de solidariedade”, referiu, em entrevista que é emitida hoje na Antena 1 da rádio pública.

A responsável fala num “património de esperança, enorme”, para o pós-pandemia, após um período de sofrimento que foi acompanhado por um “estímulo à atenção”.

“Somos obrigados a parar e a olhar para quem está ao nosso lado”, acentua.

Rita Valadas considera que houve um aumento da atenção de quem quer ajudar e sublinha: “Meia hora do nosso dia pode fazer a diferença completa, na vida de uma pessoa; um euro do nosso salário pode fazer a diferença na vida de muita gente”.

A presidente da Cáritas Portuguesa deixa um elogio às vozes “invisíveis” da solidariedade.

“Esta é uma voz de esperança que temos obrigação de perseguir”, para que as pessoas participem neste esforço de resposta às “necessidades escondidas”, acrescenta.

Para a entrevistada, a crise “atacou quem não estava à espera” e muitos que “viviam já no passo seguinte”.

A Cáritas Portuguesa lançou a campanha solidária de consignação de IRS com o propósito de apoiar as famílias em Portugal.

“Este é um ato sem custos para o contribuinte, que pode optar por entregar 0,5% do seu IRS a uma instituição sem fins lucrativos”, explica a organização católica.

Rita Valadas é a convidada do programa Ecclesia, na Antena 1 da rádio pública, de segunda a sexta-feira desta semana, numa conversa inspirada pela celebração da festa da Divina Misericórdia, que a Igreja Católica assinalou no último domingo.

OC

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