Rita Soares Franco Ortega impulsionou a iniciativa que, até hoje, alerta para a redução da água, luz ou hábitos de consumo

Lisboa, 24 mai 2021 (Ecclesia) – Rita Soares Franco Ortega, arquiteta paisagista e mãe de três filhos, contou à Agência ECCLESIA como impulsionou a família a fazer um “acordo de Paris” à escala familiar para fazer caminho de sensibilização com os filhos. 

“Decidi fazer o “acordo de Paris dos Ortegas”, a nossa família, dividimos o nosso acordo e falámos o que era possível fazer, seja em relação à água, à energia e ao consumo, fizemos o acordo com os vários itens e assinámos todos, esteve colado na nossa cozinha bastante tempo”, recorda esta mãe em declarações à Agência ECCLESIA.

Rita Soares Franco Ortega teve esta iniciativa depois de ver um documentário “Demain” que “mexeu” consigo, e que a fez sonhar “o que poderia fazer a uma escala mais pequena, em família”.

“Transmitir o que temos de fazer, o que está ao nosso alcance, se cada um fizer a sua parte, se todos tivermos esta atitude vamos fazer grandes diferenças e esse era o grande ensinamento que queríamos fazer, os países têm de se preocupar a grande escala, nós, na nossa família, vamos preocupar-nos com o que somos capazes de fazer”, assume. 

A mãe de família cita os exemplos de “fazer detergentes para o chão, à base de sabão de marselha” ou não comprar fruta fora da época, “recusar comprar morangos em dezembro, por exemplo”.  

“Isto é todo um caminho e temos de estar alerta para o que conseguimos fazer no nosso dia a dia”, aponta.

Outra dimensão que Rita Soares Franco Ortega destaca é a “gestão do tempo, como forma de afetar as opções” de vida, e aprendizagem neste caminho. 

“Se vivermos a correr não estamos despertos para ações ou oportunidades e isso também foi uma grande descoberta desta gestão do tempo e sentimos que, quando estamos a grande velocidade é quando somos menos coerentes, seja no consumo, seja na atenção ou espaço dado a outros”, explica. 

Com a ajuda do marido, Gonçalo Ortega, os três filhos Pilar, Mercês e Vicente foram crescendo com estas temáticas e preocupações que os faz “estar atentos” para a “questão da redução do uso do plástico”, por exemplo, mas também para a “sazonalidade das frutas”.

As «Conversas na Ecclesia» desta semana fazem eco da encíclica “‘Laudato Si”, nos dias em que termina ‘Semana Laudato Si’, “de celebração, ação e testemunho”, às 17h00 na Agência ECCLESIA e às 22h45 na Antena 1.

HM/SN

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