Fernando Magalhães destaca o cansaço da comunidade educativa e os novos desafios às famílias

Lisboa, 18 jun 2021 (Ecclesia) – O presidente da Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC), afirmou à Agência ECCLESIA que “não se consegue eliminar nada do que a pandemia trouxe” e aponta que no tempo de férias todos precisam de “um reset”.

“Não vamos conseguir eliminar nada do que este tempo nos trouxe mas estamos a precisar de um reset, este tempo de verão vai ser de forma diferente, estamos num misto entre o que a pandemia não aconselha e o que gostaríamos muito de”, refere Fernando Magalhães. 

Para o presidente da APEC, o tempo de férias, neste ano, “além da vigilância e prudência”, vai trazer novos desafios para as famílias.

“Os miúdos terminam as aulas a 08 julho mas, de 08 julho a 08 setembro, os miúdos vão ter dois meses de férias e não é dito que as famílias tenham férias de 60 dias. A esse nível vão ter de se reinventar e encontrar soluções alternativas e, nesse contexto, precisamos que o regresso em setembro pudesse significar esse regresso renovado”, destaca. 

O presidente da APEC partilhou ainda que acredita que “as escolas vão aproveitar para fazer um re-arranque do sistema”, e marcar “novos inícios”.

Fernando Magalhães, diretor do Externato Frei Luís de Sousa, sublinhou a “reinvenção constante que é a educação” e referiu as diferenças sentidas pelo segundo ano que resultam num “cansaço da comunidade educativa”. 

“Apesar das especificidades de cada escola temos um traço comum que nos caracteriza, o cansaço que as pessoas se sentem sujeitas neste tempo, não obstante dessa alegria do regresso, nota-se nas relações, na forma de estar e de ser”, aponta. 

As «Conversas na Ecclesia» desta semana têm o mote do final de ano letivo, vão percebendo as várias realidades e os efeitos da pandemia, de segunda a sexta-feira, às 17h00 no site ECCLESIA e às 22h45 no programa de rádio da Antena 1.

SN

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