Fundação Gonçalo da Silveira valoriza processo de construção do memorando ‘Eco Igrejas Portugal’

Lisboa, 05 jul 2021 (Ecclesia) – Teresa Paiva Couceiro, diretora executiva da Fundação Gonçalo da Silveira (FGS), indica que o ambiente escolar é o lugar indicado para propor e desenvolver práticas enquadradas na “educação para a cidadania” e na “ecologia integral”.

“Na educação, e a escola é um lugar privilegiado para isso, podemos potenciar as capacidades que cada um tem. Acreditamos que ao potenciar estas qualidades vamos melhorar as pessoas, e consequentemente as instituições, e o mundo, a nível económico, social e ambiental, vai ser melhor. Essa é a nossa esperança, é a nossa visão: um mundo mais justo e equitativo onde as pessoas estão envolvidas e há um respeito pela natureza”, explica à Agência ECCLESIA.

Fundada em 2004 pela Província Portuguesa da Companhia de Jesus, a FGS, enquanto Organização-não governamental para o desenvolvimento, procura que os projetos por si desenvolvidos, sejam realizados em parcerias, “numa ótica de processos educativos e de aprendizagem” e elege a escola como “um local de transformação”.

“A espiritualidade inaciana procura colocar a pessoa no centro da resposta. Os problemas que conduzem às injustiças no mundo, são complexos, o que mostra que se não houver uma interdependência na resposta, se não houver uma resposta coletiva – das pessoas envolvidas, das comunidades – é coxo. Uma resposta individual responde ao fim. E nós queremos o processo”, salienta.

A FGS é uma das organizações que integra a Rede Cuidar da Casa Comum que, recentemente, assinou o ‘Eco Igrejas Portugal’, um memorando de entendimento foi assinado pelo COPIC, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), a Aliança Evangélica, a ONG ‘A Rocha’ com o objetivo de promoção da ética da sustentabilidade, contida em princípios ecoteológicos, e a aplicação nas diferentes Igrejas e comunidades cristãs de indicadores de diagnóstico, educação e gestão ambiental, para uma melhoria contínua da sustentabilidade ecológica.

Teresa Paiva Couceiro acredita que uma “ecologia integral” possa ser implementada nas escolas, junto de “alunos, professores, comunidade discente”.

“Escutar este clamor da terra, procurar dar uma resposta ao clamor dos pobres e da terra, onde procuramos que as pessoas se envolvam na realidade onde estão, transformando e tornado um mundo mais justo e equitativo, onde todos estamos comprometidos numa mudança e transformação social”, vaticina.

A diretora executiva valoriza a “co-construção”, e reconhece ser este “um dos pedidos do Papa Francisco” ao desafiar as pessoas a encontrar soluções conjuntas, reconhecendo que “podem ser parte do problema mas são também parte da solução”.

Teresa Paiva Couceiro saúda a assinatura do ‘Eco Igrejas Portugal’ e sublinha o processo de construção.

“A FGS revê-se totalmente neste trabalho – a construção do memorando, as respostas que o memorando propõe. As respostas vão ser construídas em conjunto. Acreditamos todos no mesmo e isso é o bonito e bom”, destaca.

As «Conversas na Ecclesia» desta semana, de segunda a sexta-feira, às 17h00 no site ECCLESIA e às 22h45 no programa de rádio da Antena 1, abordam o memorando ‘Eco Igrejas Portugal’ e os objetivos da Plataforma «Laudato Si», a partir da realidade da ONGD Fundação Gonçalo da Silveira.

LS

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