O Papa enviou uma mensagem clara ao corpo diplomático creditado junto da Santa Sé: é necessário que prevaleça “a força da lei e não a lei da força”. O Arcebispo Jean-Louis Tauran, Secretário para as relações com os Estados, foi o representante de João Paulo II perante os diplomatas dos 177 países convocados para um encontro à porta fechada, tendo informado os presentes sobre os contactos desenvolvidos pelo Vaticano em ordem a uma solução pacífica para a crise iraquiana. “O Arcebispo Tauran afirmou que o Iraque tem de obedecer às resoluções da ONU, mas ao mesmo tempo, é inadmissível o conceito de guerra preventiva” explicou ao diário Avvenire o decano do corpo diplomático creditado diante da Santa Sé, Giovanni Galassi. O embaixador da República de San Marino acrescentou que, segundo o relatório do Arcebispo Tauran, “é ilegal que um Estado ataque outro sem que se tenha proclamado o estado de guerra e, de qualquer maneira, afirmou que o uso da força nesta situação era desproporcionado”.
