Presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais lembra que D. José Tolentino Mendonça foi um «distinto diretor» do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura em Portugal

D. João Lavrador

Angra, 02 set 2019 (Ecclesia) – O presidente da comissão que coordena o setor da cultura na Conferência Episcopal Portuguesa felicitou D. José Tolentino Mendonça por ter sido escolhido pelo Papa para cardeal e disse que o arcebispo madeirense vai “valorizar” o atual pontificado.

“Felicitamos o novo Cardeal, Dom Tolentino Mendonça, reconhecemos o quanto poderá valorizar o pontificado do Papa Francisco, sentimo-nos muito gratificados por ser um sacerdote português e desejamos-lhe o melhor sucesso no seu novo trabalho pastoral”, afirmou D. João Lavrador.

Numa mensagem enviada hoje à Agência ECCLESIA, o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais (CECBCCS) referiu a “reconhecida competência” de D. José Tolentino Mendonça, a “capacidade de diálogo” a “vasta cultura”.

D. João Lavrador lembrou que o novo cardeal foi um “distinto diretor” do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura e a “notável orientação” que fez desse organismo da Conferência Episcopal Portuguesa.

O presidente da CECBCCS valorizou a “disponibilidade para o diálogo entre os vários sectores culturais” do novo cardeal “na afirmação de uma sociedade multicultural na qual o humanismo cristão deve ter uma presença de forma a oferecer uma visão do homem e do mundo que respeite a dignidade humana e o bem comum”.

O Papa anunciou este domingo, pouco depois do meio-dia de Roma (menos uma em Lisboa), a decisão de convocar um Consistório para a criação de 13 cardeais, a 5 de outubro, entre eles o arquivista e bibliotecário da Santa Sé, D. José Tolentino Mendonça.

Biblista, investigador, poeta e ensaísta, o sexto cardeal português do século XXI era vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa quando foi convidado por Francisco para pregar o retiro de Quaresma da Cúria Romana, em 2018; em julho do mesmo ano, o Papa nomeou-o arquivista e bibliotecário da Santa Sé.

Consultor do Conselho Pontifício da Cultura (Santa Sé), foi reitor do Pontifício Colégio Português, em Roma, diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, da Igreja Católica em Portugal.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, a  respeito do seu trabalho no Arquivo e Bilioteca da Santa Sé, o futuro cardeal destacou que a sua missão é “colaborar” com o Papa.

“Isso é muito bonito de ver, porque, no espírito de todos nós, as duas comunidades que trabalham diariamente nestas instituições, há esse serviço: nós somos colaboradores do Papa. Isso dá um sentido à nossa missão, que não teria se fosse só um projeto individual. Mas, mais importante até do que esta pessoa ou aquela, é estarmos todos juntos a colaborar para que o Papa possa governar a Igreja e ser a figura de Pedro, hoje”, indicou.

O próximo consistório acontece na véspera da celebração inaugural da assembleia especial Sínodo dos Bispos dedicado à Amazónia; entre os novos cardeais, há oito pertencentes a ordens religiosas missionárias.

D. José Tolentino Mendonça nasceu em 1965 na localidade de Machico, no Arquipélago da Madeira, foi ordenado padre em 1990 e bispo no dia 28 de julho de 2018, no Mosteiro dos Jerónimos, quando completava 28 anos de sacerdócio, recebendo simbolicamente a sede episcopal de Suava, no norte de África.

O consistório de 5 de outubro vai ser o sexto do atual pontificado, após os realizados a 22 de fevereiro de 2014, 14 de fevereiro de 2015, 19 de novembro de 2016, 28 de junho de 2017 e 28 de junho de 2018.

OC/PR

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