Perante uma vasta assembleia, onde se encontravam muitas religiosas Vitorianas e crianças das escolas e instituições orientadas por aquelas Irmãs, D. Teodoro de Faria, na sua homilia, fez uma breve resenha do início da Congregação sublinhando que “a pequena semente lançada no dia de Santo Amaro nos corações de Mary Wilson e de Amélia de Sá, germinou, cresceu e como o grão de mostarda da parábola bíblica espalhou-se pela Madeira, continente português e alguns países”. Sublinhou, depois, que “Mary Wilson era uma mulher com uma força de vontade indómita, inteligente, dotada do dom da fortaleza e, ao mesmo tempo de serenidade e valentia. Tinha o carácter da mulher forte que a Bíblia louva”. Falando da conversão de Mary Wilson ao catolicismo, o Bispo Emérito da Diocese recordou a noite em que ela lutou com Deus, pedindo-Lhe que a iluminasse nos caminhos que deveria seguir.” D. Teodoro de Faria enalteceu as obras de beneficência que aquela Religiosa dinamizou através da congregação que fundou afirmando que “ela ansiava a paz interior e empenhou-se em muitas obras apostólicas pois queria conhecer a vontade de Deus sem se enganar com gostos pessoais ou tradições da sua Pátria inglesa”. Depois de fazer uma reflexão às leituras proclamadas naquela missa em honra de Nossa Senhora das Vitórias, disse que “a bem aventurança da fé de Maria é co-dividida por todos os crentes que escutam a Palavra e a põem em prática. É por meio desta fé na Palavra de Deus que reconhecemos as visitas do Senhor em todos os tempos na sua Igreja. Sem fé, as visitas de Deus, ao nosso lado, passam sem darmos conta. Sem fé não se acredita que a Mão do Senhor levou Mary Wilson e Amélia de Sá a se unirem para participarem no plano salvífico de Deus. Em Maria a sua fé foi causa da sua maternidade e a sua maternidade foi causa da sua bem-aventurança”. E acrescentou:”felizes daqueles que se alegram com estas visitas do Senhor, que através da fé, reconhecem que Deus está sempre a recriar o mundo com a Sua graça, a paz e o perdão. Através de gestos simples, escondidos, com poucas palavras como as da fundação da Congregação das Irmãs Vitorianas, Deus regenera o mundo. Ele mostra que é grande e sapiente, como se serve dos humildes, dos pobres, dos que sofrem dos construtores da paz, dos misericordiosos, para construir o seu Reino”. A terminar D. Teodoro de Faria felicitou as Irmãs Vitorianas e agradeceu a Deus “todo o bem, felicidade e as vitórias que Deus semeou e continua a derramar no mundo através de Maria Santíssima e das suas filhas da Congregação de Nossa Senhora das Vitórias”. Diocese está reconhecida pelo carisma da Irmã Wilson Embora ausente no México, onde representa a Igreja portuguesa no VI Encontro Mundial das Famílias, o Bispo do Funchal não esquece este aniversário das Irmãs Vitorianas. Em declarações ao Jornal da Madeira, D. António Carrilho disse estar muito feliz e dá “graças a Deus pela vida e obra de Madre Wilson, a Boa Mãe, por tudo quanto representa para a nossa Diocese”. Por estes 125 anos da Congregação, saúda as “Irmãs, em todos os seus membros, por serem elas as responsáveis por guardarem o carisma da Irmã Wilson e de o projectar na Igreja e na sociedade de hoje, com a mesma fé e a força da esperançada fundadora.” Para o Bispo do Funchal, a celebração desta data “é ainda uma oportunidade para se avivarem a memória e os sentimentos do nosso coração, e intensificar a oração da Diocese pela canonização de Madre Wilson que todos esperamos”.

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