Conferência Episcopal dos EUA pede desculpa a Mel Gibson por comentários sobre “Passion”

O porta-voz da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), Mark E. Chopko, pediu desculpas à produtora Icon de Mel Gibson, por uma série de comentários que circularam em torno do filme “The Passion”. Em comunicado de imprensa, a empresa Icon anunciou, por sua parte, que entrou em acordo com a USCCB “resolvendo a disputa sobre uma cópia não autorizada do roteiro de pré-produção de The Passion”, filme que apresenta as últimas doze horas da vida de Jesus. “Lamentamos que tenha ocorrido esta situação e pedimos nossas desculpas”, assegurou Mark Chopko, falando como assessor geral da USCCB. “Já aconselhei o grupo de intelectuais a não considerar o rascunho do roteiro como representativo do filme e que este não seja sujeito de comentário público algum. Quando o filme estrear, a USCCB oferecerá um comentário”, acrescentou. Com efeito, a Icon soube no fim de Março que um rascunho do roteiro foi roubado e começou a circular sem permissão da produtora entre os membros de uma comissão inter-religiosa ad-hoc composto por intelectuais judeus e católicos. A produtora informou que no acordo a USCCB se comprometeu a recuperar as cópias ilegais do roteiro que circulam no grupo e devolvê-las à Icon. No meio desta polémica, Mel Gibson –como realizador do filme- esclareceu que nem ele nem seu filme são anti-semitas e disse que “o anti-semitismo não somente é contrário às minhas crenças pessoais como também é contrário à mensagem do meu filme”. Segundo Gibson, “’The Passion’ é um filme feito para inspirar, não ofender. “A minha intenção ao levá-lo às telas é criar uma obra de arte que fique e motive a reflexão nas audiências de diversos credos ou de nenhum, aos que a história lhes seja familiar. Aos que estão preocupados com o conteúdo do filme, saibam que é conforme ao que os quatro Evangelhos do Novo Testamento nos contam sobre a paixão e morte de Cristo. Este é um filme sobre fé, esperança, amor e perdão, tão necessários nestes tempos turbulentos”.

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