D. Virgílio Antunes explica que «têm surgido muitos raios de luz», no meio da «grandíssima tragédia»

Coimbra, 04 abr 2020 (Ecclesia) – O bispo de Coimbra de Coimbra afirma que à atual “globalização do medo, do sofrimento e da morte” tem de corresponder “com mais vigor a globalização da amizade e da consolação”, na sua mensagem para a Páscoa.

Na mensagem da Páscoa enviada hoje à Agência ECCLESIA, D. Virgílio Antunes explica que nas últimas semanas, e no meio da “grandíssima tragédia” que se abateu sobre a humanidade, “têm surgido muitos raios de luz”, que dão um “suave alento” a todos, mas “particularmente aos que estão diretamente no meio da tempestade”.

“A esta globalização do medo, do sofrimento e da morte tem de corresponder ainda com mais vigor a globalização da amizade e da consolação; este é o tempo de sermos próximos, apesar da distância física que nos separa; este é o tempo favorável da comunhão espiritual, que é bem real e autêntica, mesmo que nem sempre a valorizemos adequadamente”, afirmou.

D. Virgílio Antunes agradece a todos que “estão na linha da frente” de combate e prevenção ao coronavírus Covid-19, como os profissionais de saúde, os membros das associações humanitárias, os colaboradores das Instituições Particulares de Solidariedade Social, os profissionais de diversos ramos, as autoridades nacionais e autárquicas, os voluntários.

“Nesta hora, sentimos que há corações e almas muito grandes, compreendemos que dentro de cada um há a força da bondade e do amor, que se revela dia após dia”, assinalou.

O bispo de Coimbra agradece também às famílias, “que todos os dias têm de reinventar o seu modo de estar”, e espera que todas saiam “mais fortalecidas na união e no amor”.

“Aos mais pobres, aos doentes e aos idosos ofereço a garantia da oração, que move montanhas, e peço-lhes que não desistam por dentro, porque essa é a força para que não desistam por fora”, acrescenta, enquanto às crianças e aos jovens pede que “contagiem com a sua alegria os mais velhos”, movidos pela “força do seu natural otimismo e pelo seu olhar aberto ao futuro”.

D. Virgílio Antunes começa a sua mensagem a explicar que vai ao encontro dos seus diocesanos com uma palavra “de alento e de esperança no meio das apreensões”, dos medos e do sofrimento de tantos ou “de todos os que se sentem vacilar no meio da situação de pandemia.

“No coração de Jesus cabem todos os dramas do mundo e gostaria que no nosso, houvesse lugar para tudo o que a nossa pequenez possa abarcar”, acrescentou.

O bispo de Coimbra termina a sua mensagem da Páscoa a desejar à comunidade diocesana que “o cuidado” que tem “com a saúde do corpo, seja também acompanhado com o cuidado com a saúde espiritual”.

“Convido-vos a professar a certeza da nossa fé que nos diz: depois da quaresma, vem sempre a páscoa; depois da cruz, chega sempre a ressurreição; depois de um inverno duro e frio, chega sempre o calor da primavera”, escreve D. Virgílio Antunes.

CB

 

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