D. Virgílio Antunes presidiu a Missa na festa de Santo Agostinho, padroeiro da Diocese

Coimbra, 29 ago 2019 (Ecclesia) – O bispo de Coimbra desafiou as comunidades católicas a superar o que chamou de “prisões culturais” no anúncio da sua fé, falando na celebração que assinalou esta quinta-feira a festa de Santo Agostinho, padroeiro da Diocese de Coimbra

“Regressar a Santo Agostinho pode constituir para a nossa comunidade um abrir de orientações para identificarmos as sedes que possuímos, para procurarmos novos caminhos para as fontes da água viva e para rompermos com as prisões culturais que nos amarram e nos impedem de olhar para o alto”, disse D. Virgílio Antunes, na homilia da Missa a que presidiu na igreja de Santa Cruz de Coimbra

O responsável recordou que Santo Agostinho (354-430), bispo no norte de África e doutor da Igreja, teve uma história de vida marcada por “experiências fortes, quase de extremos, tanto negativas como positivas”, apresentando-o como exemplo de “espiritualidade cristã coadjuvada pela inteligência”.

Hoje, parece quase impossível às pessoas, à sociedade em geral e até à própria comunidade cristã, romper com os esquemas culturais marcados pelo secularismo. E, no entanto, há, hoje, uma procura cada vez maior de vias de encontro e realização pessoal que passem pelas espiritualidades mais variadas”.

A homilia indicou que, tal como aconteceu com Santo Agostinho, “todos os dias há conversões a Cristo e à fé cristã”, pelo que as comunidades católicas devem ir ao encontro dos “jovens e adultos, cheios de sede no coração, que esperam ver uma luz, um pequeno sinal que seja para iniciarem um caminho”.

“Convido-vos a acreditar que a conversão a Cristo é possível no nosso tempo e em pessoas muitos diferentes: podem converter-se pessoas com pouca formação intelectual, mas também podem converter-se homens e mulheres de cultura, do conhecimento filosófico, histórico, técnico, científico; podem converter-se hoje pessoas pertencentes aos estratos mais pobres e desfavorecidos da sociedade, como pessoas dos estratos mais privilegiados e cheios de abundância”, declarou D. Virgílio Antunes.

O bispo de Coimbra sublinhou que a celebração do padroeiro da diocese é um momento especial, para “assumir a continuidade da história de fé e de cultura” neste território, identificando “sinais de fé e de esperança”.

OC

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