D. Virgílio Antunes presidiu ao início das celebrações jubilares, que considera uma oportunidade para a comunidade se «refazer na verdade e na caridade»

Foto: Miguel Cotrim

Coimbra, 13 jan 2020 (Ecclesia) – O bispo de Coimbra afirmou que o jubileu dos 800 anos dos Mártires de Marrocos e de Santo António é oportunidade para renovar a comunidade que “sente a urgência de se refazer na verdade e na caridade”.

“O Jubileu que hoje iniciamos oferece-nos a graça necessária para, livremente, entrarmos pela via da conversão pessoal, neste sonho da humanidade, que é o sonho de Deus, e darmos o nosso contributo para a renovação da comunidade que sente a urgência de se refazer na verdade e na caridade”, afirmou D. Virgílio Antunes na missa de abertura do Jubileu.

Na homilia da Missa celebrada na igreja de Santa Cruz, em Coimbra, o bispo diocesano disse que o “ano jubilar mostra a força transformadora do mundo” e desafia a “ideais grandes e nobres”, a “causas maiores”, com o foco “no bem dos outros, na paz e na justiça, na liberdade e no respeito pela dignidade humana”.

D. Virgílio Antunes disse que o Jubileu de Santo António e dos Protomártires Franciscanos devem inspirar a comunidade a “edificar uma cidade e um mundo de desenvolvimento, de progresso” e a “construir uma cidade e um mundo de paz, alicerçada nos valores humanos, na liberdade religiosa, no intercâmbio cultural e na fraternidade universal”.

D. Virgílio Antunes pediu também aos  – que inspirem a estar juntos no “serviço à vida, à harmonia da natureza, à felicidade da pessoa humana”, para maior bem dos homens e maior glória de Deus.

“O Jubileu que hoje iniciamos oferece-nos a graça necessária para, livremente, entrarmos pela via da conversão pessoal, neste sonho da humanidade, que é o sonho de Deus, e darmos o nosso contributo para a renovação da comunidade que sente a urgência de se refazer na verdade e na caridade”, acrescentou D. Virgílio Antunes na homilia da Missa.

O Jubileu dos Mártires de Marrocos e Santo António – Coimbra 1220-2020 teve início este domingo com a celebração de abertura da Porta Santa, na igreja de Santa Cruz, pelas 16h00, e termina no dia 17 de janeiro de 2021, com o encerramento do Ano Santo, durante o qual o Papa concedeu indulgência plenária aos peregrinos.

A 16 de janeiro de 2020 comemoram-se os 800 anos do martírio dos primeiros frades que São Francisco de Assis enviou em missão para Marrocos, os Franciscanos italianos Vital, Berardo, Pedro, Acúrsio, Adjuto e Otão; tal acontecimento, juntamente com a chegada das relíquias destes mártires, à igreja de Santa Cruz de Coimbra, impressionou o neo-sacerdote Fernando Martins de Bulhões (1191-1231) que decidiu, nesse mesmo ano, fazer-se frade menor, assumindo o nome de António, como é conhecido hoje o mais famoso santo português.

O ‘Jubileu dos Mártires de Marrocos e Santo António – Coimbra 1220-2020’ inclui iniciativas pastorais, científicas e culturais, em parceria com instituições da sociedade civil, e o sue programa foi apresentado em outubro.

CB/PR

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