Júri da Igreja Católica destaca filme «profundamente humanista»

Lisboa, 06 set 2020 (Ecclesia) – O filme ‘O fim do mundo’, realizado por Basil da Cunha, conquistou o Prémio Árvore da Vida, atribuído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC), da Igreja Católica, na 17ª edição do ‘IndieLisboa’, que terminou este sábado.

Em nota divulgada na sua página, o SNPC destaca uma obra “profundamente humanista, um percurso reflexivo em torno do sentido e do valor da vida, em tempos onde crescem tiques de desprezo e exclusão dos mais frágeis”.

Interpretada por Michael Spencer, Marco Joel Fernandes, Alexandre da Costa Fonseca, Iara Cardoso e Luisa Martins dos Santos, a coprodução suíço-portuguesa tem argumento de Saadi e Basil da Cunha, que também assina, com Rui Xavier, a fotografia.

“O cuidado estético das imagens, a sua montagem irrepreensível, o excecional desempenho dos atores verdadeiramente poético, criam uma narrativa de tal forma envolvente, que permite acompanhar percursos de pessoas e comunidades, nas suas contradições e aspirações interiores, cujo destino evidencia um desejo de crescimento espiritual”, sublinhou o júri, na declaração que justifica a escolha.

O Prémio Árvore da Vida, no valor de 2 mil euros, distingue um filme, e respetivo cineasta, tendo como critério de eleição “os seus valores espirituais e humanistas, a par das qualidades cinematográficas”.

O júri desta edição foi composto por Inês Gil, cineasta e professora de Cinema na Universidade Lusófona; Helena Valentim, docente do Departamento de Linguística da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; e o padre António Pedro Monteiro, secretário provincial dos Dehonianos e capelão hospitalar.

Basil da Cunha, que também venceu o prémio do IndieLisboa para a melhor longa-metragem portuguesa, nasceu no cantão francófono de Morges, Suíça, em 1985.

OC

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