Destino de férias e «praias lindas» ganha outro significado para movimento ligado aos Missionários Espiritanos

Lisboa, 29 jul 2017 (Ecclesia) – Os Jovens Sem Fronteiras, movimento ligado aos Missionários Espiritanos, dedicam as férias do verão à missão e hoje partem para Cabo Verde, onde vão desenvolver uma nova edição do projeto ‘Ponte’.

“Vamos com a intenção de fazer o que for possível e estiver ao nosso alcance. Um mês é suficiente para fazermos o necessário”, disse Ludmila Silva em declarações à Agência ECCLESIA.

‘Ponte’ é o projeto que começa hoje e leva 11 pessoas – 10 jovens e um padre Espiritano – para ‘Acolher o toque da missão’, na Calheta de São Miguel, em Cabo Verde.

“Somos do mundo e estamos cá para testemunhar a nossa fé”, afirma Ludmila Silva, para quem a missão também deve “fazer bem” aos missionários, para serem felizes no que fazem, no querer que “as pessoas fiquem felizes”, principalmente com a sua presença.

“O maior desafio é sabermos que o mais importante é sermos um rosto de esperança, rosto de Cristo naquele povo e estarmos com as pessoas”, sublinha Rita Coelho.

Repetente na experiência missionária ad gentes, a jovem de 27 anos acrescenta que conseguirem “chegar ao coração” das pessoas e “melhorar qualquer coisa” é o mais essencial.

Depois de ‘semanas missionárias’ em Portugal, a jovem Ludmila Silva, de 21 anos, vai participar no seu primeiro projeto ‘Ponte’ dos Jovens Sem Fronteiras, e considera que “a missão ajuda muito a crescer”.

Cabo Verde é conhecido por ser um destino de férias, pelas suas praias, por isso, no círculo de amigos “não católicos” de Ludmila Silva há quem considere “um absurdo” ir um mês mas não usufruir das “praias lindas e fantásticas”.

“Acaba por ser um testemunho positivo. Tenho a certeza das missões que pude fazer cá, eles gostam sempre de ouvir o testemunho e perceber como é que foi”, desenvolve a jovem missionária da Paróquia de Monte Abraão, na periferia de Lisboa.

Rita Coelho já esteve um ano em Moçambique, fez uma ‘Ponte’ em Angola e agora vai para Cabo Verde porque “há um chamamento” a partir em missão, “mesmo que seja um mês”.

“Aprendi a crescer e a pensar que não posso ir para querer fazer muito coisa, o importante é estar com as pessoas, partilhar esta fé e experiência, não fazer mil e uma coisa”, conta a jovem terapeuta da fala.

 ‘Acolher o toque da missão’ é tema que leva hoje 10 jovens e um padre dos Missionários do Espírito Santo para Cabo Verde, mas em Portugal continuam muitos mais Jovens Sem Fronteiras em missão.

O IntraRail Missionário na Diocese do Algarve termina este domingo e a Semana Missionária em Vila da Ponte (Lamego), dia 31; no mês de agosto os JSF vão estar ainda na Diocese de Viana do Castelo e no Patriarcado de Lisboa e nas Diocese do Porto e em Leiria-Fátima.

“O nosso ultimo convite é sempre para participar nas orações, na liturgia, nos convívios, tudo o que faz parte da vida de fé e, às vezes, as pessoas estão comodamente instaladas em casa. Cada vez mais num Portugal que se vai paganizando é necessário bater à porta, este contacto pessoal”, explica o coordenador nacional dos Jovens Sem Fronteiras, o padre Espiritano Miguel Ribeiro.

LS/PR/CB

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