D. José Cordeiro assinala que no ano pastoral do «crescimento», gostariam de «aprofundar o sentido da Igreja Católica, una e santa»

Foto: BLR/SDCS Bragança-Miranda

Bragança, 27 nov 2021 (Ecclesia) – A Diocese de Bragança-Miranda começa hoje o ano litúrgico-pastoral 2021/2022 e o seu bispo escreveu a nota ‘Uma Igreja Católica. Tu interessas-me! O crescimento. «Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste’, que é apresentada a esta Igreja local.

“Na necessidade pastoral e no encanto de caminhar juntos, propomo-nos prosseguir no triénio litúrgico e pastoral eclesiológico de ‘Igreja em saída’ com todos, acompanhando e escutando na fé adulta, nomeadamente, as crianças, os adolescentes e os jovens num renovado sentido eclesial: ‘Uma Igreja Serva que educa, celebra e festeja’, rumo à Jornada Mundial da Juventude Lisboa”, assinala D. José Cordeiro na sua nota pastoral.

No documento enviado à Agência ECCLESIA, pelo Secretariado das Comunicações Sociais da Diocese de Bragança-Miranda, o bispo diocesano explica que no Credo professa-se – «creio na Igreja una, santa, católica e apostólica» – e, neste segundo ano litúrgico e pastoral, gostariam de “testemunhar a terceira nota da Igreja” – Católica – guiados pela palavra de Jesus a Paulo: «Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste» (cf. At 26,16), dedicada para o segundo ano do caminho para a JMJ Lisboa 2023.

Continuando no contexto da próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude, D. José Cordeiro recorda que a diocese transmontana vai acolher os dois símbolos da JMJ – a Cruz peregrina e o ícone mariano – em agosto de 2022, em articulação com o encontro europeu de jovens, que se vai realizar no início desse mês em Santiago de Compostela (Espanha).

“Eis agora o nosso atual desafio. Portanto, levanta-te e testemunha a missão do essencial”, destaca.

A Diocese de Bragança-Miranda inicia hoje o novo ano litúrgico-pastoral, num encontro presidido por D. José Cordeiro, na Escola Secundária Emídio Garcia, onde foi apresentada a breve Nota Pastoral 2021-2022, intitulada ‘Uma Igreja Católica. Tu interessas-me! O crescimento. «Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste»’ (cf. At 26,16).

Segundo o bispo diocesano, neste ano pastoral do “crescimento”, gostariam de “aprofundar o sentido da Igreja Católica, una e santa, apesar da sua multiplicidade”.

No documento, lembra que está a decorrer também o Ano especial dedica à família ‘Amoris Laetitia’, afirmando que “a família é a terra natal do amor e da vida”, e no contexto da caminhada para o Sínodo dos Bispos 2021/2023, salienta que “a sinodalidade é uma dimensão integrante da Igreja”.

D. José Cordeiro sublinha que a sinodalidade “é o estilo próprio da vida e da missão da Igreja” e querem envolver todas as dimensões da realidade diocesana, interna à Igreja, como se propõem a “escutar outras realidades da pastoral antropológica e territorial – sociais, políticas, económicas e culturais” – e “pessoas que raramente são ouvidas”, como os pobres, os reclusos, os migrantes, as pessoas com deficiência, as minorias étnicas e “as outras periferias existenciais que são invisíveis na cidade, na vila ou na aldeia”.

O bispo de Bragança-Miranda contextualiza que cada ano pastoral é “um começar de novo”, na continuidade da peregrinação da fé, e cita o teólogo Karl Rahner: «Começar de novo, de tal forma que Jesus Cristo e a sua Igreja, de hoje e de amanhã, se encontrem verdadeiramente».

CB

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