D. José Cordeiro deixa mensagem de despedida à Diocese de Bragança-Miranda, após 10 anos de missão episcopal

Foto: SDCS Bragança-Miranda

Bragança, 03 dez 2021 (Ecclesia) – O novo arcebispo de Braga dirigiu hoje uma saudação à comunidade católica e à sociedade civil no território diocesano, projetando uma Igreja de “portas abertas” e atenta a quem sofre.

A ‘Igreja em saída’ missionária é sempre uma Igreja sinodal samaritana de portas abertas para todos”, escreve D. José Cordeiro, na primeira mensagem publicada após a sua nomeação, pelo Papa, esta sexta-feira.

O responsável, até agora bispo de Bragança-Miranda, sucede a D. Jorge Ortiga, de 77 anos, que tinha renunciado ao atingir o limite de idade imposto pelo Direito Canónico.

“O desafio é grande, mas a força maior é a alegria do Senhor. Ele é sempre a melhor alegria, que sempre nos surpreende”, escreve D. José Cordeiro.

“A escuta, a conversão, a confiança, a comunhão, a coragem criativa e a oração são caminhos sempre a percorrer no processo sinodal para uma Igreja de hoje”, acrescenta.

O novo arcebispo recorda que a ligação entre as dioceses de Braga e de Bragança-Miranda, da qual esta nasceu em 1545 e se reconfigurou em 1881.

A Igreja presente em Braga peregrina há muitos séculos com enormes rasgos de santidade, o rosto mais belo da Igreja e, ao mesmo tempo, com inúmeras estruturas geográficas, culturais, pastorais e antropológicas.

D. José Cordeiro saúda o seu antecessor, a quem agradece pelo “intenso e dedicado ministério pastoral”, e D. Nuno Almeida, bispo auxiliar.

A mensagem, enviada à Agência ECCLESIA, dirige-se aos membros do clero, institutos de Vida Consagrada, leigos, famílias, movimentos e outros grupos eclesiais, pedindo “colaboração e corresponsabilidade na concretização de uma Igreja de proximidade, compaixão e ternura”.

“Uma saudação amiga aos jovens, em especial aos que estão nos seminários e casas de formação e outros lugares onde buscam, na gramática do amor, os vários caminhos para Jesus Cristo, rumo à JMJ Lisboa 2023. Quero ser colaborador da vossa alegria”, acrescenta o novo arcebispo.

Saúdo as irmãs e os irmãos: doentes, reclusos, pobres, pessoas com deficiência, desempregados, migrantes, minorias étnicas e todos os mais velhos e mais sós que sofrem e vivem nas periferias existenciais e numa crescente globalização da indiferença”.

D. José Cordeiro escreve ainda às autoridades autárquicas, civis, académicas, militares, forças de segurança e proteção, órgãos de comunicação social, esperando “uma sincera cooperação recíproca em ordem ao bem comum, à dignidade das pessoas, à fraternidade e amizade social”.

O responsável foi ordenado padre a 16 de junho de 1991; até 1999 foi pároco, formador no seminário da diocese transmontana e capelão do Instituto Politécnico de Bragança, foi vice-reitor do Pontifício Colégio Português, em Roma, entre 2001 e 2005, ano em que foi nomeado reitor da instituição, onde se manteve até à sua nomeação para a Diocese de Bragança-Miranda, a 18 de julho 2011, pelo Papa Bento XVI; foi ordenado bispo a 2 de outubro do mesmo ano.

O novo arcebispo escreveu uma mensagem à Diocese de Bragança-Miranda, da qual continua a ser administrador diocesano, confessando “um misto de gratidão e saudade”.

D. José Cordeiro cita, a este respeito, Miguel Torga: “Foi desta realidade que parti, e é a esta realidade que regresso sempre, por mais voltas que dê nos caminhos da vida”.

A mensagem agradece a toda a comunidade católica pelo “testemunho de fé, de esperança e de caridade”, estendendo a gratidão às várias autoridades e instituições locais.

“Suplico a Deus, por mediação da Senhora das Graças, de São José e de São Bento, por todos e cada um. Rezai por mim e rezemos juntos, para que em breve Deus conceda a Bragança-Miranda um novo bispo”, conclui.

OC

Igreja/Portugal: D. José Cordeiro é o novo arcebispo de Braga

 

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