Braga: Bispos alertam contra indiferença perante o isolamento e a pobreza

Mensagem de Natal lança desafios às comunidades católicas

Foto: Arquidiocese de Braga

Braga, 02 nov 2026 (Ecclesia) – Os bispos da Arquidiocese de Braga apelaram à superação da indiferença perante o isolamento e a pobreza, na mensagem para a caminhada de Advento e Natal ‘Luzeiros no Caminho’.

“De que serve encher as nossas janelas com quilómetros de lâmpadas LED se não iluminamos a solidão do vizinho ao lado?”, questionam o arcebispo metropolita, D. José Cordeiro, e os bispos auxiliares D. Delfim Gomes e D. Nélio Pita, no guião divulgado pela arquidiocese minhota.

No texto intitulado ‘Pés ao caminho: acende a luz, segue a estrela!’, os responsáveis católicos interrogam igualmente sobre a utilidade de “montar um presépio com figuras perfeitas no aconchego da sala se ignoramos Jesus Cristo de carne e osso que hoje não tem teto, não tem pão ou não tem quem o escute”.

Os responsáveis católicos rejeitam os “rituais no piloto automático” e desafiam os fiéis a levarem a luz batismal a contextos “onde se alimentam rancores, onde se fecham as portas a quem é diferente, onde se tratam os pobres como se eles fossem um problema dos outros”.

A caminhada ‘Luzeiros no Caminho’ foi elaborada pelo Departamento de Pastoral Litúrgica da Comissão Arquidiocesana de Liturgia e Espiritualidade para o ano litúrgico 2026/2027.

Durante as quatro semanas do Advento e na solenidade da Imaculada Conceição, sob o lema ‘Acende a Luz’, as paróquias são convidadas a colocar velas num percurso visível nas igrejas, no momento da preparação penitencial, pedindo a transformação da indiferença, das “opiniões vãs”, das “desculpas esfarrapadas”, das “mentiras caluniosas” e das “promessas inconsequentes” em empatia, paciência, fidelidade, verdade e esperança.

Nas celebrações do tempo do Natal, com o mote ‘Segue a Estrela’, o itinerário propõe a construção de um presépio com velas brancas no momento pós-comunhão e o uso do Círio Pascal na festa do Batismo do Senhor, dedicando a oração aos mais frágeis, às famílias, aos jovens, aos migrantes e refugiados e àqueles que perderam a fé.

O departamento arquidiocesano explica na introdução do documento que a proposta também prepara a abertura do Ano Santo Compostelano de 2027 e procura estender-se para lá do espaço litúrgico, envolvendo famílias, grupos de catequese e de jovens, movimentos, escolas, hospitais, prisões, instituições de solidariedade social e associações através de subsídios disponibilizados em formato digital.

OC

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