Bioética: Médicos católicos portugueses distinguem estudo sobre impacto neurológico das experiências espirituais

Estudante brasileira vence Prémio Internacional João XXI

Foto: AMCP

Brasília, 03 ago 2026 (Ecclesia) – A Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) entregou o Prémio João XXI a uma aluna universitária brasileira pelo seu estudo sobre o impacto neurológico das experiências espirituais.

Bruna de Souza Ferreira frequenta o segundo ano de Medicina na Universidade Federal de Goiás e foi a principal autora do trabalho académico ‘A Arquitetura da Fé: Um Mapeamento Bibliométrico Baseado em IA dos Estudos Neurológicos sobre Experiências Espirituais e Plasticidade Cerebral (2000–2025)’.

“Senti uma profunda valorização de um trabalho árduo em equipa, em que tanto eu quanto meus colegas coautores fomos agraciados com essa compreensão do congresso”, afirmou a jovem galardoada, em declarações enviadas à Agência ECCLESIA pela AMCP.

O trabalho académico consistiu numa revisão bibliométrica de documentos que comprovam os benefícios da oração e da meditação na saúde mental humana.

“A maioria dos trabalhos encontrados explicitou que práticas contemplativas, meditativas e de oração estimulam áreas cerebrais vinculadas à memória, concentração, motivação e controlo emocional”, resumiu a investigadora.

A futura médica apelou à criação de protocolos clínicos que institucionalizem “um momento contemplativo para pacientes em condições de sofrimento acentuado”, especialmente nos cuidados paliativos e oncológicos.

O galardão instituído em 1951 presta homenagem ao Papa João XXI, o português Pedro Hispano, que exerceu também a atividade de médico e professor antes de assumir o pontificado.

A distinção foi entregue durante o 27.º Congresso Mundial de Médicos Católicos, que decorreu na capital do Brasil entre os dias 30 de julho e 1 de agosto.

Foto: AMCP

O encontro mundial reuniu mais de 370 profissionais de 15 países e contou com uma comitiva portuguesa liderada pela presidente da AMCP, a psiquiatra Margarida Neto.

O programa científico incluiu intervenções dos especialistas portugueses José Diogo Ferreira Martins, atual secretário-geral da federação internacional, e Abel Garcia Abejas.

O presidente da Academia Pontifícia para a Vida participou nos debates para advertir contra os perigos da “cultura da morte” que banaliza a dignidade humana.

“Essa cultura encoraja uma sociedade onde todos são iguais, mas alguns são mais iguais que outros, um mundo dos poderosos contra os fracos”, lamentou D. Renzo Pegoraro, numa intervenção citada pelo portal ‘Vatican News’.

OC

 

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