Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que campanha se dirige a mais de quatrocentas mil pessoas, um número «muito elevado» em 10 milhões

Foto Lusa

Lisboa, 26 nov 2022 (Ecclesia) – O presidente da República Portuguesa visitou hoje o Banco Alimentar Contra a Fome, em Lisboa, onde testemunhou a “solidariedade única” dos portugueses na campanha que decorre este sábado e domingo, lembrando o “número muito elevado” de pessoas carenciadas.

“Recordaria que esta campanha se dirige a quase meio milhão de portugueses, quatrocentos e tal mil, em 10 milhões é um número muito, muito elevado”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas no final da sua visita.

O presidente da República Portuguesa salientou que quem doou hoje alimentos na campanha de recolha nos supermercados, quem vai dar este domingo, “já deu pela internet, quem vai dar online nos próximos dias”, sabe que está a ajudar “muita gente, é um número muito significativo de pessoas que estão em pobreza alimentar, ou em situação de risco de pobreza alimentar”, muito necessitadas e muito carenciadas.

“Esta solidariedade tem havido campanha após campanha, que depois da pandemia se manifestou em grande força, eu penso que se vai manifestar também hoje e amanhã”, realçou.

Na visita ao Banco Alimentar Contra a Fome em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa assinalou que medidas sociais, solidariedade e caridade, “são duas coisas diferentes mas complementares”, e explicou que uma coisa são os “apoios e intervenções de políticas públicas para situações mais graves”, como uma inflação muito alta, “um problema de queda no crescimento económico muito significativo”, se a guerra continuar, e, outra coisa, são as pessoas que precisam destes apoios, no dia-a-dia, “e o Estado e as autarquias não estão em si próprios em condições de dar”.

“Os portugueses nunca, nunca, deixam de corresponder, são excecionais, têm um grau de solidariedade único, e que se testemunha ano após ano, em campanha após campanha aqui nos Bancos Alimentares.”

O presidente da República Portuguesa sublinhou que estas campanhas de solidariedade “são fundamentais para o dia-a-dia”, a comida recolhida nos supermercados “é para amanhã, para depois de amanhã, é para daqui a oito dias, 15 dias.

“Não vai esperar pelos números dos Bancos Centrais, pelas estatísticas, que podem chegar só daqui a umas semanas ou daqui a uns meses”, observou.

‘Juntos, vamos alimentar a esperança’ é o lema da campanha de inverno de recolha de alimentos do Banco Alimentar Contra a Fome, Instituições Particulares de Solidariedade Social que lutam contra o desperdício de produtos alimentares, encaminhando-os para distribuição gratuita às pessoas carenciadas, em Portugal são 21 associações independentes, que estão associadas numa federação.

Isabel Jonet, presidente da organização, salientou que esta campanha tem as vertentes de “incentivar o voluntariado”, enquanto participação cívica, e “recolher alimentos que fazem falta a muitas famílias”.

Aos jornalistas, a responsável salientou que a Campanha do Banco Alimentar “renova o apelo à solidariedade coletiva”, com o “mote da esperança”, lembrando que “hoje há muitas famílias que têm uma situação mais difícil”.

Foto: Agência ECCLESIA/CB

“Os portugueses são muitos generosos como pode ver pelo voluntariado e foram doados muitas toneladas de alimentos, ainda é muito cedo para se fazer o balanço, há lojas que estão abertas até à meia-noite do dia de hoje e amanhã temos mais um dia da campanha”, explicou Isabel Jonet, salientando que durante toda a próxima semana “as pessoa ainda podem participar através do canal online”.

O presidente da República começou a sua visita pelo ‘armazém 2’, que no dia 8 de novembro, ficou sem a cobertura à passagem de um tornado, na zona de Alcântara.

CB

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