Diocese celebra padroeira, lembrada como modelo de santidade na Eucaristia presidida por D. António Moiteiro

Aveiro, 12 mai 2026 (Ecclesia) – O bispo de Aveiro presidiu hoje, na Sé diocesana, à Eucaristia que assinalou a solenidade de Santa Joana Princesa, apresentando a padroeira da diocese e da cidade como modelo de santidade e lembrando o impacto que deixou na região.
“A presença de D. Joana em Aveiro marcou profundamente a história da pobre e humilde vila de então, e do Mosteiro de Jesus, onde habitou. A sua morte, que cortaria tão prematuramente uma vida, ‘honesta e mui virtuosa’, foi um duro golpe que traumatizou todos quantos se sabiam amparados pela proteção da irmã de el-rei D. João II”, afirmou D. António Moiteiro.
Na homilia, disponibilizada no site da Diocese de Aveiro, o bispo diocesano enfatiza que, apesar do desaparecimento da santa, “permaneceu o seu exemplo edificante de abnegação, de fé e de amor, numa existência silenciosa e simples a projetar-se em luz sobre a sociedade do tempo e que ainda hoje, após centenas de anos”, faz a todos “recolher implorando a sua intercessão”.
Na intervenção, D. António Moiteiro refletiu sobre o termo santidade, que explicou tratar-se de “gastar a vida ao serviço dos outros, tendo como modelo a Jesus Cristo”, referindo que esta é “um convite de Deus que irrompe na vida de cada pessoa” e que une todos “a Deus e aos irmãos” e estimula “a ter sentimentos próprios de Deus”.
A vida de Santa Joana Princesa reporta-nos para algo de parecido com a procura da pérola pela qual vale a pena vender tudo quanto se possui para adquirir ou ao tesouro escondido pelo qual vale a pensa lutar para o encontrar”, assinalou.
Segundo indicou o bispo diocesano, ao longo da vida, “a santidade vai-se fazendo com familiaridade e intimidade com Deus”, que abre todos “à relação aos outros”.
“Na viagem da nossa vida há oportunidades, há obstáctulos, há momentos tristes e alegres, mas em todos se vai forjando a amizade com Deus. Por isso, a santidade é uma obra de artesanato paciente: a arte de aprender a amar e de aprender a ser amados por Deus”, salientou.
A homilia fez ainda referência ao memorial da Infanta Joana, que se encontra conservado no Mosteiro de Jesus, e que, de acordo com D. António Moiteiro, resume, “no momento da sua morte, toda a sua vida de santidade”.
A sua vida foi uma corrida de fundo para alcançar a Cristo, uma vez que já tinha sido alcançado por Jesus”, reconheceu.
Na parte final da intervenção, o bispo lembrou que “após a morte da Princesa, as irmãs dominicanas sepultaram o corpo da defunta no coro de baixo do mosteiro e, imediatamente, após o seu falecimento que, “referindo-se aos santos, é o nascimento para o céu, começou em Aveiro a veneração do nome e da memória de Infanta santa Joana”.
“Tal veneração estender-se-ia por todo o nosso País e ultrapassaria mesmo as fronteiras nacionais”, sublinhou.
“Hoje pedimos à nossa Padroeira que a visão do autor do livro do Apocalipse se realize na nossa cidade e na nossa Diocese: que haja um novo céu e uma nova terra, onde não exista dor e sofrimento e onde todos possamos colaborar em ‘renovar todas as coisas””, concluiu.
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A Diocese e a cidade de Aveiro celebram hoje a Solenidade de Santa Joana Princesa, feriado municipal, tendo o bispo convidado a participar nas festas que evocam a padroeira. O programa das celebrações contou esta tarde com uma procissão pelas ruas da cidade. Joana, também chamada Santa Joana Princesa, oficialmente é reconhecida pela Igreja Católica como beata, foi beatificada em 1693 pelo Papa Inocêncio XII, tendo em conta a devoção que inspirou no povo; Paulo VI declarou-a especial protetora da cidade de Aveiro, a 5 de janeiro de 1965. O Culto a Santa Joana foi oficialmente inscrito no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI), pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) após proposta do Município de Aveiro, a 19 de julho de 2023, publicado em Diário da República. |
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